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terça-feira, 8 de junho de 2010

POESIA DE AMOR!...




Lúcia chegou,quando do inverno o tredo
vento agitava o coqueiral vetusto.
Vinha ofegante e pálida de susto,
e,trêmula de medo...

Ah!Quanto beijo e quanto riso ledo
deu-me o seu lábio,rúbido e venusto!
Quanto divino sentimento augusto,
quanto infantil segredo!

Lúcia partiu...E aquele riso doce
Lúcia levou!A casa transformou-se
num sepulcral degredo.

Se o vento agita o coqueiral vetusto,
inda a recordo:pálida de susto
e trêmula de medo..

Arthur de Salles,poeta simbolista,considerado o segundo maior poeta baiano depois de Castro Alves,devido à beleza e sensibilidade dos seus versos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

FELICIDADE!


Felicidade! Felicidade!

Onde é que existes?

Desde a alvorada da mocidade

meus olhos tristes

andam perdidos a procurar-te

por toda parte.


Otávio Ribeiro da Cunha

terça-feira, 6 de abril de 2010

MÁQUINA DO TEMPO





Quem ideou a máquina do tempo



Ou estava sem tempo ou desatento



Criou rodas que não voltam – quadradas



Passos dando voltas sem estradas.




Não viu os contras em tempo -



Contratempo - era ação do vento



Espalhando névoa no cérebro



Vedando visão, com excessos



Inventou eira sem beira



Hora marcada em ribanceira



Passa por tudo sem relevar



E leva – sem chance de voltar







Ivone Alves SOL, poeta baiana
Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2010