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domingo, 17 de janeiro de 2010

SEGREDOS DE NEGÓCIOS!...


SEGREDOS DE NEGÓCIOS
Era uma vez,há muito tempo atrás,numa próspera cidade da Ásia Menor, residiam e comerciavam dois homens de origem mourisca;um,era rico,muito feliz,comia e dormia muito bem,viajava a negócios com todo conforto,e,não obstante tudo isso,era o mais barateiro comerciante desta cidade.
Esse fato intrigava as pessoas e deixava inconformados seus colegas; a mercadoria era a mesma,os tecidos iguais,o feitio muito parecido-como ele podia vender tão mais barato que os outros!?-espantavam-se.
O comerciante mais desonesto da cidade estava desnorteado; ele roubava os tecidos das suas roupas assaltando, mascarado, as caravanas que atravessavam o deserto,quem confeccionava seus produtos eram as mulheres do seu harém e suas filhas,a quem,lógico,nada pagava pelo trabalho,e,mesmo assim,se vendesse suas roupas pelo preço do concorrente,abriria falência.
Já não dormia, intrigado,mas,como era homem decidido,numa manhã,estreando a sua melhor cara,foi visitar o barateiro.
-Que Allah,o Misericordioso,lhe cubra de bênçãos e lhe faça prosperar cada vez mais;que o Profeta ilumine sua tenda e lhe conceda uma prole numerosa!
O outro o saudou com alegria:
-Que a chuva da prosperidade visite seus campos e que seus fregueses lhe paguem á vista e em dinares de ouro. Allah é grande!Mas,que bons ventos lhe sopraram para essas bandas?
-Caro amigo, perdoe a minha descortesia e impaciência; o que me trouxe aqui foi o desejo de saber o seu segredo.Como pode vender tão barato?
-Isso,só Allah sabe!
-Mas, não pode contar a um velho companheiro? Sou um túmulo;jamais direi nada a ninguém.
-Que seja!Contarei tudo; mas,não se esqueça que o matarei se essa história vier a público.
-Nada receie; o amigo sabe que todo o tecido das roupas que vendo na minha tenda é roubado.minha família as confecciona.Meus clientes pagam á vista;e,mesmo assim,não posso vendê-la por menos do dobro do preço que você vende.Como você faz para vender pela metade e enricar,viver tão bem,sem credores nem preocupações?
Com um risinho maroto nos lábios o barateiro respondeu:
-Você, amigo,rouba o tecido e não paga a mão de obra ou paga pouco por ela.Mas,tem as embalagens,os impostos,as despesas de viagem.Pois eu,irmão dos árabes,roubo a roupa já confeccionada e embalada.
Qualquer semelhança com nossos honrados congressistas não é mera coincidência.
COM A PALAVRA,O LEITOR:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Não é mera coincidência mesmo, cara Miriam!!!!
Maravilhoso texto! Brilhante analogia! Beijo e ótima semana.
Paulo Martins ,ESCRITOR MINEIRO