sexta-feira, 16 de julho de 2010

A IMPORTANCIA DE SER ENCANTADORA



Seja no trabalho, no cotidiano ou no amor, o encanto é fundamental. E quem possui encanto?

O Dicionário descreve:quem agrada por suas características;atração que se sente pela postura de alguém;palavra que possui poderes mágicos.

Você saberia definir alguém encantador?Eu confesso que não sei; sinto o encanto, mas, não o sei descrever. Um famoso advogado me disse que se consegue com a prática;não acredito;penso que é inato,algo que transcende a pele,um poder letal,como dizia Cary Grant.Numa sala cheia de pessoas bonitas e inteligentes,entra “aquela”pessoa;não é bela,sequer abriu a boca,e,todas as outras param e olham para ela,siderados.Seu olhar paralisa todos os outros olhares;quem nunca conheceu uma pessoa assim,magnética!?

Numa tímida tentativa de entender o encanto, eu diria que uma pessoa que se apresenta de uma maneira agradável, que consegue entender a visão do mundo das outras pessoas, que ouça com atenção o que lhe dizem que dá importância aos outros e os considera é uma pessoa encantadora. Não me esqueci do senso de humor;alguém mal-humorado jamais será encantador.

Conheci uma mulher culta,inteligente,bonita,a mais brilhante que meus olhos já perceberam;mas,jamais seria encantadora,porque ela odiava o mundo e passava esse sentimento negativo para nós;sua energia nos afastava dela,em vez de nos aproximar do seu brilhantismo inegável.

Já uma cantora em inicio de carreira,para quem desenhei uma jóia,,falou-me de uma forma tão pessoal,tão modesta,disse que conhecia meu trabalho e o adorava,me pôs tão á vontade,me passou uma energia tão positiva,esta empatia entre nós foi tão perfeita que acabei criando para ela o mais belo brinco de ametista de toda a minha vida de criadora e vendedora de jóias.Magnetizada por ela,ofereci-lhe um brinco de prata com turquesa,coisa simples,ela poderia comprar dúzias deles,mas,se mostrou tão encantada e agradecida que me deixou nas nuvens;acho que isso é ser encantador.A empatia é a mãe do encanto.Tentar pensar como os outros,respeitar suas idéias,interessar-se pelas outras pessoas,dizer a palavra certa,faz parte do encanto;mas,eu acho que o encanto brota do olhar.O modo como você vê o mundo,olha para as pessoas,dizendo mentalmente:gosto de você,amo a vida,lança sua varinha de condão cheia de energia boa,nem precisa dizer abracadabra e os outros já sentem os bons eflúvios do ambiente e a paz que você emana do seu ser.Isto é encanto!Agente aprende a ter empatia?Não me sinto segura ao responder; acho que é instintiva, nasce com a gente.

Gostaria que vendessem a fórmula numa farmácia, mas, sei que não é possível. Só sei que é mais poderoso que a beleza e mais letal que a inteligência.

Gostou?
Visite o blog http://www.abahiadeoutrora.blogspot.com/ e saiba tudo sobre encantos,feitiços e encantamentos.

IMG:Google
FALA O LEITOR:
Kênia Brisolla



Gostei muito!
Você, Miriam, é uma escritora encantadora!






quinta-feira, 15 de julho de 2010

ANJOS E DEMONIOS: O FILME



A eterna luta entre a ciência e a fé está muito bem retratada neste excelente filme de Ron Howard(Frost/Nixon,Uma Mente Brilhante),talvez um dos melhores diretores da nova safra hollywoodiana.

Devo esclarecer que não é um filme magistral, capaz de abocanhar prêmios importantes e nem creio que este fosse o propósito do diretor; o livro que deu origem ao filme,apesar de ser um “best-seller” e,na minha modesta opinião,o melhor livro de Dan Brown,é apenas uma estória bem contada,movimentada,capaz de prender o leitor até o fim,instruindo,educando e divertindo,que é a função primordial da literatura.

O filme segue esta regra; no meio das movimentações incríveis que nos tiram o fôlego,das tramas urdidas entre o Vaticano conservador e a Ciência , inovadora,derrubadora de mitos,está o eterno conflito milenar entre e o que se crê e o que se sabe,que foi muito bem conduzida pelo diretor.

Lobos e cordeiros se enfrentam, mortes,crimes,destruição,numa trama muito bem bolada pelo escritor,que ressuscitou os “iluminatti”,uma seita que foi brutalmente destruída pela Igreja Católica,capaz de tudo para manter as mentiras que são a base da sua fé e ajudam a manter o seu poderio espiritual.Afinal,se Deus não existisse,tudo seria permitido.

Os fundamentalistas religiosos, e,não só os católicos,não conseguem conviver com as diferenças e só a sua verdade lhes serve;por isso quer impô-las aos outros pelo medo ou pelo caminho da coerção.

Uma cena emblemática passada entre o camerlengo,brilhantemente interpretado pelo grande ator Ewan McGregor e o simbologista herói da fita,o professor Langdon(Tom Hanks),numa discussão sobre a fé,só isso valeria o filme.

Não sei se o Howard quis agir ecumenicamente ou se divertir com o dogmaticismo arcaico da Igreja, mas,o fato é que a escolha dos atores foi bem sintomática:a atriz principal Ayelet Zurer, que faz a doutora Vetra,é judia;Ewan McGregor,o camerlengo,é ateu e o Hanks,ele mesmo,um rebelde,ou seja deste “melting pot” resultou um filme agradável de se ver,bonito(as imagens de Roma e do Vaticano são imperdíveis),uma trama muito bem feita,que prende o espectador ,sem piscar,até seu bombástico e inesperado final.

Assista em DVD