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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

AMOR E OUTRAS DROGAS(LOVE AND OTHERS DRUGS)



Alguns consideram esse filme uma comédia,mas,para mim,é um drama com um leve toque de humor.Ou melhor é comédia,na primeira fase e drama,na segunda.
O tema é a poderosa e milionária indústria farmacêutica para onde migrou o protagonista Jamie (Jake Gyllenhaal),oriundo de uma família de médicos,mas,que,para contrariar  o pai, que o queria médico,ingressou como vendedor na Pfizer,inventora do Viagra,a pílula azul milagrosa,que faz velho virar menino.
Treinado   junto   com outros candidatos , Jamie, inteirou-se dos  métodos   de persuasão  da Companhia, que variavam  desde   um inocente charme até arranjar” programinhas excitantes” para empurrar os medicamentos  a  seus clientes, os médicos,que,por sua vez,os empurrariam para os clientes finais,os doentes.
Não estamos falando aqui de aspirinas,mas,sim,de pesos pesados e competidores milionários como o Prozac e Zoloft,frutos de milhões de dólares gastos em pesquisas e objeto de uma luta fratricida entre os vendedores destas Companhias rivais,um vale tudo,tolerado,desde que as cotas sejam cumpridas.
Até aqui,o filme bem que poderia ser de humor,situação que muda quando Jamie conhece Maggie (Anne Hathaway),uma jovem garota de 26 anos,mas,que tem o Mal de Parkinson e adora sexo casual a qualquer momento ,com qualquer um;como Jamie,aliás...
Apesar da   doença  estar no estágio 1,Maggie sabe o que a espera e tem consciência de que nenhum homem quer compartilhar sua vida com ela,até o fim.
Então,entra o tema Amor,e os dois,Maggie e Jamie se apaixonam,decidem viver juntos,enfrentando tudo e ele decide voltar à Faculdade de Medicina.O que prova o que todos já sabíamos.O amor é uma droga mais poderosa do que todas as outras e mais 
difícil de curar.
O filme é engraçado,competente e nada tem  de  sentimentaloide.
O que o diretor Edward Zwick não percebeu é que,na verdade,tinha dirigido dois filmes e que um,quase nada tinha a ver com o outro.
E essa transição é abrupta sem que o espectador esteja preparado para ela.Mas,graças à competência do diretor,saiu um filme excelente ,com tiradas sensacionais como quando Jamie rouba as amostras grátis do concorrente e as joga na lixeira,o que acaba tirando da depressão um morador de rua que as apanha e faz uso 
delas.



*Visite também:www.miriamdesalesescritora.com.br
www.miriamdesalesoliveira.blogspot.com






FALA O LEITOR:


9/02/11 01:27 - Odair Silveira

QUE LEITURA INTERESSANTE, ACHO QUE ASSISTIREI O FILME E RETORNAREI
AQUI. PARABÉNS



.
8/02/11 14:20 - Maria Olimpia Alves de Melo

Acho que vou adorar esse filme...





7/02/11 11:57 - ademirdomingoszanotelli

Olá, bom dia. Sra. POetisa, Miriam de Sales. vou procurar ver este
filme, já tinha lido algo sobre o mesmo. mas seu texto está mais
completo. obrigado por sua visita gentil é um prazer te-la como
visitante. felicidades. abraços.




07/02/11 11:32 - Henhippe

Fiquei agora interessado no filme. Parabéns pela resenha.


07/02/11 11:12 - Vanice Ferreira

Oi Miriam,excelente resenha, parabéns!Fiquei curiosa para ver o
filme.Abraços e uma linda semana.
7/02/11 11:16 - anabailune

Parece um filme interessante, com uma proposta bastante criativa...
acho que vou procurar!



09/02/11 16:58 - Iraildo Dantas LUA

Minha amiga e poetisa Miriam, depois dessa sinopse magnífica
Fiquei curioso para assistir o filme!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ALÉM DA VIDA






É indiscutível. Todos nós acreditamos ou, no mínimo,desejamos,que haja vida após a morte.
Para isso, para ter essa certeza,o homem inventou Deus e, as religiões,espertamente,faturaram com isso.Elas vivem explorando o medo e a esperança.
Mas, não estou aqui para filosofias,mas,sim,para falar do magnífico novo filme de Clint Eastwood,”Além da Vida”.(Hereafter),que assisti,anteontem,entre minhas muitas obrigações,literárias ou não.
Há muito não vejo um filme de tão sublime beleza.
A cena inicial, mostrando o tsunami na Indonésia em 2004 ,foi uma das cenas mais realistas e magistrais que já assisti;e,não,nada tem a ver com o cinema catástrofe,tão ao (mau) gosto americano.
Essa cena não está ali por acaso; o autor quer mostrar como inesperadas, pequenas ou devastadoras tsunamis podem virar de ponta – cabeça nossas vidas.E,como é difícil para nós,humanos,lidarmos com a morte.
Os personagens são três. Não se conhecem, vivem em lugares diferentes e não têm nada em comum, a não ser a presença da morte em suas vidas. E a busca pela verdade, a procura pelo que há além.
O personagem Marie (Cécile de France),atingida pelo tsunami,morre por alguns minutos,vislumbra o outro lado e,quando volta à vida não é mais a mesma.
Obcecada pela idéia de ter visto o lado de lá, perde credibilidade no seu trabalho, perde o homem de sua vida e o direito de publicar o livro que sempre sonhou; pois,quis  escrever outro,onde fala da sua experiência ,de que não devemos aceitar passivamente a morte,porque,ela pode,sim,ser a passagem para uma outra vida,ela não é absoluta,pois,pode sobreviver numa outra esfera,diferente desta que conhecemos.  Matt Damon é George,um médium que vive em São Francisco e sente-se cansado de transitar entre dois mundos.
Abandonar essa tarefa de elo  de  ligação entre os que ficam e os que  se foram,o está deixando muito perturbado e sem saber que sentido dar à sua própria vida.
Assim, deixa de lado esse dom maldito e vai trabalhar como um simples operário e fazer um curso de culinária afim de se integrar ao mundo real.
Em Londres, os gêmeos Marcus e Jason, (Frankie e George McLaren ,fazem ambos o papel)  filhos de uma mãe viciada ,apóiam-se um no outro,e lutam para proteger a mãe,das autoridades do Serviço Social,até que o inesperado acontece,trazendo dor e mágoa para essa já triste família.
As três estórias  mostram personagens com sentimentos distintos a respeito da morte;Marie,que acredita na continuação ,depois dela; o desespero da perda,no caso de Marcus e os assuntos que a morte deixou pendente,no caso de George.
A magistralidade  do filme está, principalmente, no modo comedido que o diretor Eastwood se comporta,pois,não dá bandeira,não  deixa nenhuma brecha para que nós identifiquemos os seus pensamentos a respeito da sobrevivência do espírito.
Duas cenas foram marcantes para mim; uma,carregada de um sutil erotismo quando George faz uma colega do curso de culinária provar,de olhos vendados,pequenas colheradas de um tempero;ambos coram,encantados com o prazer recíproco.
A outra cena, no metrô ,quando Marcus persegue um boné e,por causa disto,escapa de um atentado a um trem,em Londres;olha,essa cena fez uma mulher descrente e vivida .se arrepiar...
É um grande filme .Ou melhor,é um filme magistral!


PALAVRA DO  LEITOR:

Oi querida! Ainda não vi, mas estou curiosíssimo! De Clint Eastwood só poderíamos esperar tudo de bom! Parabéns pela iniciativa de divulgação. É um tema que interessa a todos independente de credo ou religião. Beijos

Paulo Martins,leitor







Querida Miriam de Sales;
amiga e poetisa, excelente narradora;
Você é tão gentil que sempre nos deixa aquela sensação de não retribuir à altura, o que deve ser efetivo.
Gostei muito das suas dicas sobre o filme Além da Vida, principalmente por ser um assunto que muito me interessa. Como poderia alguém não se interessar?
Irei vê-lo logo.
Hugo Homem,escritor baiano



12/01/11 10:09 - Silvia Regina Costa Lima,poetisa paulista

Como vai, poeta? ****Bom Dia, menina! ...com certeza vou querer ver
depois daqui.. esta semana falei sobre a imortalidade também. em um
poema... vc está bem?... tão sumida.. affffffff.... ** E hoje há -
Argonauta - em meu soneto ******* Um beijo azul com saudades





12/01/11 10:09 - Chagaspires,leitor

PODERÁ O HOMEM SER REALMENTE O CRIADOR? ESTA É A INDAGAÇÃO PRINCIPAL
DA VIDA E DA MORTE. ABRAÇOS.
OBS. É PRECISO QUE A SEMENTE MORRA PARA PODER A PLANTA NASCER.
ESTA É MINHA CONCEPÇÃO.


5/01/11 23:08 - CONCEIÇÃO GOMES

Faz tempo que não vou ao cinema, mas penso que vou agora. E eu
pergunto: se não houver o alem da vida, porque vivemos?


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS!




“A vida é contada por um idiota cheia de som e fúria e,no fim,não significa nada”.(Shakespeare)
Assim começa o novo filme de Woody Allen.Uma estória divertida,bem contada,cheia de boas gags e com um final previsível.
Uma estória de dois casamentos cujos sons e fúrias são desenvolvidos através da batuta genial do mestre Woody Allen.
De longe,eu o acho melhor quando filma fora dos States,pois ,o cáustico humor inglês parece-se muito mais com o dele.Dois casais de idades diferentes e unidos por laços de sangue,em conflito.Alfie, Anthony Hopkins) um jovem senhor de 70 anos,em busca da juventude perdida,envolvido com uma prostituta  e Helena (Gemma Jones) que,vítima dessa busca,procura consolo nas vozes do além,através de uma charlatã,Crystal ,que sempre lhe diz o que ela quer ouvir.
Paralelamente,esboçam-se os problemas conjugais da sua filha,Sally (Naomi Watts) e seu genro ,Greg,(Josh Brolin),no presente apaixonado por uma bela indiana,Dia;além disso passa os seus dias (trocadilho infame) brigando com a sogra que sustenta a ambos  e esperando a resposta da editora sobre a publicação do seu livro. Com o andar da carruagem,digo da fita,o cômico vai se tornando mais trágico e a dor,a frustração dos personagens vai aflorando,embalada pelas belas músicas do do jazz ,preferidas do diretor:When   you   wish upon the stars, My  sin, When my baby smiles, Only you...
Achei Antonio Banderas um pouco deslocado,no papel do chefe de Sally e sua nova paixão.
Se a gente não conhecer o homem dos nossos sonhos,pelo menos, passaremos  momentos agradáveis no cinema,comendo uma pipoquinha e aprendendo muito com Woody Allen sobre os tumultuosos   caminhos da mente humana.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O BEM – AMADO






O que me levou tão rápido ao cinema,lugar em que ando meio vasqueira,fugindo de vampiros e lobisomens?

Em primeiro lugar,o saudosismo.Não perdia o Bem- Amado nas séries de Tv ou na novela.O personagem Odorico Paraguassú incorporado por Paulo Gracindo nunca saiu da minha memória.

Odoricos,conheci muitos e o espécime não está em extinção pois as obras faraônicas e que não levam a coisa alguma continuam,igualzinho ao cemitério de Sucupira,de saudosa memória.

Quanto ao novo filme,não vou dizer que não gostei.Passa-se umas horas agradáveis,os atores são ótimos,mas...as situações me pareceram muito forçadas,os personagens e atores não se entendiam,pareciam desconfortáveis,como se dissessem:- o que estou fazendo aqui e,para quem,como eu assistiu o Odorico , de Gracindo era impossível não fazer a comparação

Aquela idéia de traçar um parâmetro entre Sucupira e o Brasil não foi feliz.Quase transformou o filme num samba do crioulo doido;Jango,os militares,Sucupira,ficou misturado demais,sem sentido demais,sei lá,o amigo tem todo direito de discordar e o diretor de espernear,mas,achei assim e pronto!

O papel de José Wilker,um Zeca Diabo urbano,sem nada de nordestino,muito ético,papagueando a famosa deixa “ meu padin Pade Cícero” foi a gota d’ água.Ainda bem que apareceu pouco.

As pacatas Irmãs Cajazeiras, sequer eram uma caricatura das antigas;pareciam donas de bordel.

Os sotaques pseudo –nordestinos,um desastre.

Extrai algumas risadas sem vontade, mas,sai decepcionada com a mutilação modernosa (para imitar o falar delicioso do velho Odorico) da obra – prima do Dias Gomes.

Ponto para a música e as canções, e para a fotografia,excelente.

Gosto demais dos filmes de Guel Arraes,que contêm um bom sabor nordestino,mas,esse,passo adiante.

Vou atrás das velhas cópias do antigo Bem – Amado.
Ficha técnica:
Direção: Guel Arraes

Elenco

Marco Nanini ... Odorico Paraguaçu

Maria Flor ... Violeta

Caio Blat ... Neco Pedreira

José Wilker ... Zeca Diabo

Tonico Pereira ... Wladymir

Andréa Beltrão ... Irmã Cajazeira – Dulcinéa

Drica Moraes ... Irmã Cajazeira – Judicéia

Zezé Polessa ... Irmã Cajazeira – Dorotéa

Matheus Nachtergaele ... Dirceu Borboleta

Bruno Garcia ... Ernesto

Edmilson Barros ... Chico Moleza




quinta-feira, 15 de julho de 2010

ANJOS E DEMONIOS: O FILME



A eterna luta entre a ciência e a fé está muito bem retratada neste excelente filme de Ron Howard(Frost/Nixon,Uma Mente Brilhante),talvez um dos melhores diretores da nova safra hollywoodiana.

Devo esclarecer que não é um filme magistral, capaz de abocanhar prêmios importantes e nem creio que este fosse o propósito do diretor; o livro que deu origem ao filme,apesar de ser um “best-seller” e,na minha modesta opinião,o melhor livro de Dan Brown,é apenas uma estória bem contada,movimentada,capaz de prender o leitor até o fim,instruindo,educando e divertindo,que é a função primordial da literatura.

O filme segue esta regra; no meio das movimentações incríveis que nos tiram o fôlego,das tramas urdidas entre o Vaticano conservador e a Ciência , inovadora,derrubadora de mitos,está o eterno conflito milenar entre e o que se crê e o que se sabe,que foi muito bem conduzida pelo diretor.

Lobos e cordeiros se enfrentam, mortes,crimes,destruição,numa trama muito bem bolada pelo escritor,que ressuscitou os “iluminatti”,uma seita que foi brutalmente destruída pela Igreja Católica,capaz de tudo para manter as mentiras que são a base da sua fé e ajudam a manter o seu poderio espiritual.Afinal,se Deus não existisse,tudo seria permitido.

Os fundamentalistas religiosos, e,não só os católicos,não conseguem conviver com as diferenças e só a sua verdade lhes serve;por isso quer impô-las aos outros pelo medo ou pelo caminho da coerção.

Uma cena emblemática passada entre o camerlengo,brilhantemente interpretado pelo grande ator Ewan McGregor e o simbologista herói da fita,o professor Langdon(Tom Hanks),numa discussão sobre a fé,só isso valeria o filme.

Não sei se o Howard quis agir ecumenicamente ou se divertir com o dogmaticismo arcaico da Igreja, mas,o fato é que a escolha dos atores foi bem sintomática:a atriz principal Ayelet Zurer, que faz a doutora Vetra,é judia;Ewan McGregor,o camerlengo,é ateu e o Hanks,ele mesmo,um rebelde,ou seja deste “melting pot” resultou um filme agradável de se ver,bonito(as imagens de Roma e do Vaticano são imperdíveis),uma trama muito bem feita,que prende o espectador ,sem piscar,até seu bombástico e inesperado final.

Assista em DVD

segunda-feira, 7 de junho de 2010

VICKY,CHRISTINA,BARCELONA



O QUE você pensaria se estivesse numa cidade estranha,num restaurante elegante com uma amiga e conterrânea e um sedutor,saído do nada ,fizesse a vocês a seguinte proposta:

-Venham comigo até Oviedo,vamos comer bem,beber e fazer amor.Gastronomia,cultura e sexo,não necessariamente nessa ordem.Pois esta cena inusitada e deliciosa faz parte do novo filme de Woody Allen,”Vicky,Christina e Barcelona”,filme onde ele brinca de Almodóvar e joga com os valores,sentimentos e expectativas de todos nós.A película fala dos riscos do existir e/ou dos males de uma existência sem riscos.Aquela vidinha mais ou menos metrificada,sem surpresas que muita gente sonha ter.Só que o destino apronta e cria situações em que a gente tem que se defrontar consigo mesmo e testar suas certezas.Escolher quem somos,Vicky ou Christina?Tudo isso,tendo Barcelona,a mais emblemática,versátil,fantástica cidade da Europa,como pano de fundo.

Cidade nenhuma é igual a Barcelona.Chegamos lá uma pessoa e saímos outra;aconteceu comigo nas várias vezes que lá estive.Minha paixão por ela perdura até hoje.

O filme quer mostrar que não adianta planejarmos nada; tudo sai do programa;ainda bem,pois ás vezes as pessoas não sabem lidar com suas próprias vidas e vivem o mesmo ano,50 ou 60 vezes.Como um peru num círculo de giz,não arriscamos nada,tememos o novo,sem saber que o risco e as mudanças fazem parte da vida e ,quem não se arrisca pode até viver...mas,não petiscará.

Ficha técnica:

Atores:Rebecca Hall(Vicky),Scarlett Johansson(Christina),Javier Bardem(o pintor Juan Antonio.perfeito no papel),Penélope Cruz(adoravel como a explosive Maria Elena)

Direção:Woody Allen

Atenção á fantástica música catalã e aos belíssimos lugares de Barcelona,ícones dos turistas:Sagrada Família,a casa Miró,o Parque Güell, Tibibabo, as Ramblas.Um presente para os olhos.

Arrisquem-se, agora está em DVD e na TV paga .E levem o maridão;eles vão detestar.

Rssss