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quarta-feira, 11 de maio de 2011

NAMORADOS!



Eu os vejo em todo lugar; aconchegados nos bancos de jardim,agarradinhos nos cinemas,chupando drops de anis ou repartindo um “combo” de pipoca  e coca-cola.
Estão nos parques caminhando juntos,respirando luxúria e esperança;aliás,namorados não têm esperanças,têm certezas;a certeza do amor eterno,dos beijos quentes,do abraço doce e infinito.
Mirìficos,sublimes,extasiados com a beleza do mundo.O pôr-do-sol foi feito para eles;o luar é seu;os versos de amor,foram eles que os inspiraram.Namorar é estar em estado de graça.
Quando passam,seja nos uniformes escolares,no esplendor da adolescência,seja nas baladas,a sacudir-se prá cá e prá lá,seja nos cinemas,trocando carícias proibidas,meu coração se aperta.
Um dia- helás- esse encantamento vai passar e eles ficarão como a maioria de nós,casmurros,calados,tristes,desesperançados,desanimados,descrentes.
Lábios murchos lamentando a ausência de beijos;mãos que não acariciam,dedos em riste,olhares ríspidos.
Onde se escondeu o amor?Cadê os doces amantes que criavam instantes mágicos?
Não, não podemos nos permitir arquivar as esperanças!
Temos que continuar sonhando com uma casinha á beira-mar,ouvindo o canto dos pássaros,enviando e recebendo rosas.
È nosso dever manter,de pé a magia e o sonho!
Sei que cultivar o amor é tarefa difícil. Não amamos uma pessoa  há mil pessoas dentro daquele EU que muda  constantemente com o passar do tempo, de acordo com os costumes, os valores,os desejos,as expectativas;mas,o amor é sagaz,sabe contornar obstáculos,reconhecer perigos,o amor determina nossos passos,nos conduz.Sua lei é sagrada.Irrevogável!Só nos resta obedecer.
Se uma vez houve amor, ele permanecerá; não falo da atração dos sentidos,da peça que a natureza nos prega para que perpetuemos a espécie,seu único interesse.
Falo daquele amor antigo,cheirando a lavanda,com cheiro de castidade,aquele amor suave,duradouro,sem exigências nem pedidos.Um amor de sólidas raízes,capaz do perdão e  da compreensão,a cada dia mais amante.
Quando conheci o meu amor ele tinha todos os cabelos, um peito de transatlântico, uns olhos doces e uma fome de viver que me encantou; diziam que ele era belo;não percebi,estava apaixonada.
Hoje,seus olhos perderam a frescura,alguns cabelos também se foram,uma barriguinha incipiente apareceu;ás vezes,resmunga um pouco;não sei,vinte e cinco   anos depois continuo apaixonada.
“Atirei um limão n’água,
Foi levado na corrente.
Senti que os peixes diziam:
Hás de amar eternamente.
                           (Drummond de Andrade)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

AMOR E OUTRAS DROGAS(LOVE AND OTHERS DRUGS)



Alguns consideram esse filme uma comédia,mas,para mim,é um drama com um leve toque de humor.Ou melhor é comédia,na primeira fase e drama,na segunda.
O tema é a poderosa e milionária indústria farmacêutica para onde migrou o protagonista Jamie (Jake Gyllenhaal),oriundo de uma família de médicos,mas,que,para contrariar  o pai, que o queria médico,ingressou como vendedor na Pfizer,inventora do Viagra,a pílula azul milagrosa,que faz velho virar menino.
Treinado   junto   com outros candidatos , Jamie, inteirou-se dos  métodos   de persuasão  da Companhia, que variavam  desde   um inocente charme até arranjar” programinhas excitantes” para empurrar os medicamentos  a  seus clientes, os médicos,que,por sua vez,os empurrariam para os clientes finais,os doentes.
Não estamos falando aqui de aspirinas,mas,sim,de pesos pesados e competidores milionários como o Prozac e Zoloft,frutos de milhões de dólares gastos em pesquisas e objeto de uma luta fratricida entre os vendedores destas Companhias rivais,um vale tudo,tolerado,desde que as cotas sejam cumpridas.
Até aqui,o filme bem que poderia ser de humor,situação que muda quando Jamie conhece Maggie (Anne Hathaway),uma jovem garota de 26 anos,mas,que tem o Mal de Parkinson e adora sexo casual a qualquer momento ,com qualquer um;como Jamie,aliás...
Apesar da   doença  estar no estágio 1,Maggie sabe o que a espera e tem consciência de que nenhum homem quer compartilhar sua vida com ela,até o fim.
Então,entra o tema Amor,e os dois,Maggie e Jamie se apaixonam,decidem viver juntos,enfrentando tudo e ele decide voltar à Faculdade de Medicina.O que prova o que todos já sabíamos.O amor é uma droga mais poderosa do que todas as outras e mais 
difícil de curar.
O filme é engraçado,competente e nada tem  de  sentimentaloide.
O que o diretor Edward Zwick não percebeu é que,na verdade,tinha dirigido dois filmes e que um,quase nada tinha a ver com o outro.
E essa transição é abrupta sem que o espectador esteja preparado para ela.Mas,graças à competência do diretor,saiu um filme excelente ,com tiradas sensacionais como quando Jamie rouba as amostras grátis do concorrente e as joga na lixeira,o que acaba tirando da depressão um morador de rua que as apanha e faz uso 
delas.



*Visite também:www.miriamdesalesescritora.com.br
www.miriamdesalesoliveira.blogspot.com






FALA O LEITOR:


9/02/11 01:27 - Odair Silveira

QUE LEITURA INTERESSANTE, ACHO QUE ASSISTIREI O FILME E RETORNAREI
AQUI. PARABÉNS



.
8/02/11 14:20 - Maria Olimpia Alves de Melo

Acho que vou adorar esse filme...





7/02/11 11:57 - ademirdomingoszanotelli

Olá, bom dia. Sra. POetisa, Miriam de Sales. vou procurar ver este
filme, já tinha lido algo sobre o mesmo. mas seu texto está mais
completo. obrigado por sua visita gentil é um prazer te-la como
visitante. felicidades. abraços.




07/02/11 11:32 - Henhippe

Fiquei agora interessado no filme. Parabéns pela resenha.


07/02/11 11:12 - Vanice Ferreira

Oi Miriam,excelente resenha, parabéns!Fiquei curiosa para ver o
filme.Abraços e uma linda semana.
7/02/11 11:16 - anabailune

Parece um filme interessante, com uma proposta bastante criativa...
acho que vou procurar!



09/02/11 16:58 - Iraildo Dantas LUA

Minha amiga e poetisa Miriam, depois dessa sinopse magnífica
Fiquei curioso para assistir o filme!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ORAÇÃO PARA VENCERMOS DIFICULDADES

PRECE DE CÁRITAS


Deus,Nosso Pai,que sois todo poder e bondade,daí a força àquele que passa pela provação,daí luz aquele que procura a verdade,ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus! Daí ao viajor a estrela – guia.ao aflito a consolação,ao doente,repouso.

Pai!Dai ao culpado o arrependimento,ao espírito ,a verdade,à criança,o guia,ao órfão,um pai.

Senhor,que Vossa bondade se estenda sobre tudo que criaste.

Piedade, Senhor,para aqueles que não Vos conhecem,esperança para aqueles que sofrem.

Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz,a esperança e a fé.

Deus!Um raio,uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a terra;deixai-nos beber da fonte dessa bondade infinita e todas as lágrimas secarão,todas as dores se acalmarão.Um só coração, um só pensamento, subirá até Vós,como um grito de reconhecimento e amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos,oh! Bondade, oh! Beleza,oh! Perfeição,e queremos de alguma forma alcançar a Vossa misericórdia.

Deus!Dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós,daí-nos a caridade pura,daí-nos a fé e a razão;daí-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa imagem.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SONETO A QUATRO MÃOS





Tudo de amor que existe em mim foi dado

Tudo que fala em mim de amor foi dito

Do nada em mim o amor fez o infinito

Que por muito tornou-me escravizado.



Tão prodígo de amor fiquei coitado

Tão facil para amar fiquei proscrito

Cada voto que fiz ergueu-se em grito

Contra o meu próprio dar demasiado.



Tenho dado de amor mais que coubesse

Nesse meu pobre coração humano

Desse eterno amor meu antes não desse.



Pois se por tanto dar me fiz engano

Melhor fora que desse e recebesse

Para viver da vida o amor sem dano.



Vinicius de Moraes

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO





Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teu ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.



Carlos Drummond de Andrade


BIOGRAFIA




Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.



Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.



O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.



Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.



Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.



Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).



Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.


Fonte:Google




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CÃO FIEL!




Os donos daquele sitio sentiam-se em segurança..

Era uma propriedade grande na Estrada Velha do Aeroporto, zona meio insegura por ser muito afastada da cidade e com favelas ao redor.

Mas, tinha Fido.

Era um pastor alemão dócil com as crianças,mas,terrível para os inimigos.Seu tamanho e corpulência assustava.

Bem treinado,só comia o que os donos lhe davam portanto não corria o risco de “bolas”.

À noite era visto correndo a propriedade, atento a tudo,fuçando tudo,escorraçando gatos vadios ou vadios humanos.

Mas,um dia,deu a louca no Fido;era lua cheia e o cão pulou o muro e ganhou a rua.Estava tudo calmo àquela hora e a rua deserta;gatos vadios faziam sonetos ao luar.

O cachorro foi seguindo o muro da casa até chegar na esquina,sua velha conhecida;era lá que Joca,o filho do patrão,o levava para passear.

Encruzilhada é sempre complicado até para humanos decididos,mas,Fido,após pensar um pouco,dobrou à esquerda.

Caminhando sem aparente destino certo,chegou perto de uma grande casa com jardim,onde percebeu a presença de alguém do sexo oposto.

Todos os seus instintos afloraram e ele parou,observando.

Criando coragem tentou empurrar o portão do jardim;não conseguiu.Reparou no muro,muito alto,mas,isso era lá problema para um cão atlético,bom corredor e acostumado a pular muros?

Tomou distancia e...pronto:pulou facilmente o muro.

O que aconteceu lá dentro não vou contar porque não sou nenhuma mariazinha e não fico tomando conta da vida dos outros;mas,que demorou um bocado lá dentro,demorou.E que saiu com uma cara muito satisfeita lá isso saiu,sim,senhor...

Terminado o encontro, voltou para casa pelo mesmo caminho .

No poste da esquina, deixou sua marca,sem culpa,pois aqui não é proibido fazer xixi na rua,ainda mais de madrugada.

Pulou o alto muro da casa,ágil,lampeiro,feliz,desafogado e começou sua ronda de todas as noites.

Dentro ,aconchegados,os donos dormiam despreocupados.





segunda-feira, 26 de julho de 2010

AS AVÓS



Falam por aí que avó é mãe com açucar ; concordo.

Tem coisa mais gostosa que colo de avó? Quem teve o privilegio de conviver de perto com elas,receber seus carinho,aprender seus ensinamentos,ouvir historias- no meu tempo as avós tinham tempo de contar historias- sentadas nas suas cadeirinhas de balanço,um coque no alto da cabeça,seu corpo volumoso aconchegado no espaldar alto,o tricô nas mãos.

Ah!,digam o que disserem ,os tempos mudaram,mas,para mim,avó tem que ser gorda.tem que ter uma fisionomia terna e gentil e uns olhos doces e sábios,olhos que muito viram e com muitos “causos” prá contar.

Uma boa vovó tem que saber fazer doce de leite , daqueles amarelinhos,de calda grossa,cujo gosto nunca sai da nossa memória.

Tantas historias ouvi da minha avó materna,nos finais de tarde,sentados,eu e os outros,debaixo do jasmineiro,ao pôr do sol...e sempre terminavam assim:

-”entrou por uma porta,saiu pela outra,peça ao rei,meu senhor,que eu te conto outra”;

Hoje , como uma vovó “moderninha”,preocupada com a balança e completamente ignorante em matéria de doçaria,seja de leite ou goiaba,fico pensando como seria bom se o tempo não parasse e as crianças ainda tivessem o direito de ter avós,como a minha.

Muitas vezes me pego cismando sobre meus netos e seu futuro; eu os vejo alegres, cheios de um entusiasmo juvenil,fazendo planos,escolhendo profissão,bambas no pc e nos games,-quem quer mais ouvir estórias de Branca de Neve e Lobo Mau!?-e fico idealizando todos adultos , profissionais sérios,porque foram criados para serem assim,e,imagino,na formatura dos mais novinhos não estarei mais presente para comprar o anel e festejar a vitoria.

Sei que nem os 15 anos da minha bisneta verei; pelo menos com os olhos do corpo.

Vejam a avó que criou Obama: morreu um dia antes do neto ser eleito presidente!

Não , não estou melancólica nem me queixando de nada.É o ciclo da vida seguindo seu curso.

Mas, eu sei que durante muitos anos o meu sangue, que circula nas veias dos 13,mais, Natalia,a bisneta,estará presente neste mundo;é a ressurreição da carne,a corda de areia que liga uma geração á outra,a escada de Jacó,que liga o futuro ao passado.

E ,eu vou estar presente,em cada um deles,durante muito,muito tempo.

IMG:Minha avó,minha mãe s suas duas netas,minhas filhas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

UMA LINDA ESTÓRIA DE AMOR!


Todos os dias, à mesma hora,aquele elegante cavalheiro cinqüentão sentava-se naquele banco da pracinha daquele bairro.

Vinha sempre muito bem trajado – blazer, calças bem vincadas,um cravo na lapela –e ali ficava, um sorriso nos lábios um traço de saudade no olhar.

Intrigados,por verem há anos esse mesmo homem nesta mesma praça,os moradores do apartamento em frente,o interrogaram,delicadamente.

Queriam saber o porque de tanta devoção,tantos anos,tantos dias...

_Ah, meus amigos,venho recordar meus dias de esperança e felicidade.Há quinze anos atrás,aqui,nesta mesma praça,neste mesmo banco,olhando essas mesmas flores e o mesmo jardim,eu,um rapazola romântico esperava a minha amada desconhecida,a mulher que escolhi para ser minha,ansioso para que ela aceitasse meu pedido de casamento e os meus votos de amor eterno.

As pessoas em volta emocionaram-se; algumas matronas enxugavam furtivas lágrimas no avental.

-Pobre homem! Agora só lhe restam as lembranças, pois,com certeza sua noiva ,já morreu não é?

Não ,soluçou o cavalheiro,infelizmente,não! Está lá em casa me infernizando a vida.

Triste e cabisbaixo,partiu.
IMG:Busca Google

sábado, 12 de junho de 2010

ESTE ESTRANHO OBJETO DO DESEJO!




Todos nós queremos amar e ser amados. Todos os escritores,poetas,cantores,artistas,ensaístas,psicólogos já tentaram descrever o amor,mas,nenhum conseguiu chegar á plenitude da descrição,nenhum atingiu o cerne da questão,porque o amor não é um só,são muitos amores,muitas formas,muitas sensações.De todas as sensações humanas ,o amor é a mais forte e a mais indecifrável.Porquê amamos? Porquê esse e não aquele? O que nos leva ao amor? Admiração,tesão,ânsia,solidão,desejo de pertencer a,desejo de ter alguém,q que é isso,que nos toma de repente,que nos vira a cabeça,que ataca o coração e tolhe os sentidos,que faz com que abandonemos nossas crenças,nossa honra,nosso clã e desafiemos tudo e todos por mais frágeis que sejamos? Quantas loucuras cometemos em seu nome! Cupido é moleque insidioso, nos pega de surpresa,nos amarra,nos tira o livre arbítrio e nossa individualidade.O amor nos arrasa!O amor dita ordens:DÊ tudo,não negue nada,devote-se integralmente ao ser amado,anule-se,torne-se um só. Mas, vamos com calma;sei que o amor é cego,mas,nos tempos de hoje é sempre bom lançar um segundo olhar.Quando você começa uma relação amorosa,é como se você fosse um trem que entrasse no túnel.Você não sabe o que encontrará lá.Raros homens entram numa relação tão ‘de cabeça” como uma mulher,por isso são mais manipuladores.Qualquer garota sabe que,não é raro um homem sumir,depois daquela que você achou ser a melhor noite de amor da sua vida.Sumir assim,pianinho,sem deixar rastos,nem bilhetes.Sumiu,só! E,não se engane:a única razão pela qual um homem não te procura é porque ele não quer.

Entretanto, os homens podem amar,sim;não são insensíveis;simplesmente,ele pode estar amando outra,não você;que foi só a válvula de escape.Pode parecer paradoxal,mas,os homens,quando estão realmente apaixonados,sofrem mais do que nós.Não há dor,como a dor do amor;multiplique a dor do parto por mil;ainda não é o bastante.

Alguém já disse que,no amor,um ama e o outro se deixa amar;é confortável para esse outro,sentir-se adorado como um deus e sem a obrigação de fazer milagre.Apaixonar-se é uma doença;talvez a maior doença da alma.A paixão nos perturba,oblitera nossos sentidos,nos priva da razão.Quer um bom conselho que lhe dou de graça? Nunca se case apaixonado.Transe,namore,viva intensamente sua paixão,deixe que ela a devore,entregue-se,passe noites magníficas,mas,ao escolher alguém para toda a vida,escolha consciente.Os antigos diziam que quem se casa por amor tem boas noites e maus dias.Pense nisto!

domingo, 6 de junho de 2010

DOMINGO DE POESIA!...

...esta aventura,eu sei,é muito perigosa;
porém,fugir ao espinho é não querer a rosa!
                                                                                      Sir Thomas Moore

sábado, 8 de maio de 2010

MINHA MÃE!


"Eu vi minha mãe rezando

aos pés da Virgem Maria;

era uma santa,escutando

o que outra santa pedia."

(cancioneiro popular)



Minha mãe era professora numa vila de roça, perdida no mapa da Bahia ,um daqueles lugares que vão do Nada A Coisa Alguma.
Mocinha de classe média, que sempre morou em Salvador, meu avô jamais entendeu o porque daquela ânsia,daquele sonho de garota,que aos dezessete anos,recém formada pela Escola Normal,resolveu ensinar no interior da Bahia,nos anos 30,quando Lampião e seu bando,infernizavam o sertão.
“É inacreditável a força que as coisas parecem ter,quando elas precisam acontecer”,canta o poeta Caetano, numa de suas músicas. O certo é que ,á maneira de César,mas,de um modo contrário a ele,ela chegou,viu e venceu.Lá,ensinou com uma santa paciência garotos de seis anos de idade a idosos de setenta que nunca tinham pegado numa caneta.Seus alunos,quase todos,eram muito mais velhos do que ela.
Um dia ,numa aula de Literatura(?)é,ela arranjava um jeitinho de ler e comentar os bons escritores e poetas brasileiros,naquela exígua sala de aula,com o chão de terra batida e coberta de sapé.
Depois de ler e comentar o poeta do dia-provavelmente Castro Alves ou Gonçalves Dias,- que ela adorava -um aluno,chamado Firmino,vaqueiro de profissão,trinta e cinco anos de idade,quando começou a aprender o ABC ,disse que queria recitar uma trovinha.
-Pois,recite,disse minha mãe.
-Fessora,é uma trovinha besta,que fiz prá senhora.E mandou ver:
Lá vem a lua saindo
Por detrás do buriti;
Não é lua ,não é nada,
São os oio de Araci.
Minha mãe chamava-se Araci. Araci de Sales Oliveira,professora durante 60 anos,pois se aposentou á força,beirando os 75 anos.Seu nome ,veio do tupi,Ara-ci”mãe do dia” ou “a cigarra” ou ainda,aurora.
Mãe dos humildes sempre foi; espírita de carteirinha,depois que se aposentou,trabalhou em obras sociais, fazendo enxovaizinhos lindos e bordados para as crianças pobres ou a campanha do cobertor para os moradores de rua,ou,ainda ,a sopa dos velhinhos,de todo sábado;seu salário era quase todo destinado a isto.

Quem quiser saber quantas pessoas ela ensinou a ler, quantas alminhas encaminhou na vida, a quantos doutores formados ensinou as primeiras letras,é só contar os fios dos seus cabelos brancos.
Prestando uma homenagem a ela, que,enquanto viveu foi minha força e meu norte,e,quando partiu deixou-me o legado do seu caráter e do seu amor pela verdade,homenageio também, todas as minhas muitas amigas ,colegas e leitoras deste país que me acolheram com tanto carinho e atenção.
“UM FELIZ DIA DAS MÃES PARA TODAS”!!!


quarta-feira, 31 de março de 2010

EDUCAÇÃO


A movimentada década de 1960 numa Londres que se modernizava rapidamente depois dos anos difíceis da 2a Guerra é o cenário onde uma jovem de 16 anos, Jenny (Carey Mulligan, de "Inimigos Públicos") viverá seus anos de descoberta e um desafiador ritual de amadurecimento. Ela é a protagonista da comédia dramática "Educação", que concorre a três Oscars - entre eles, melhor filme - e estreia em circuito nacional nesta sexta-feira.
Filha de pais da classe média que se esforçam para garantir seu futuro e seu sonho de estudar em Oxford, Jenny é uma das alunas mais aplicadas de sua escola. Sua vidinha regrada e fascinada por qualquer coisa que venha da França - de música a filmes - sai completamente de órbita quando ela conhece um homem 20 anos mais velho, que lhe dá carona numa tarde chuvosa depois da aula de violoncelo.
Ele é David (Peter Sarsgaard, de "A Órfã"), homem sem estudo formal que diz ter se formado na "universidade da vida". Com seu jeito sedutor, ele cai nas graças não apenas de Jenny, mas também dos seus pais, Jack (Alfred Molina, de "O Código Da Vinci") e Marjorie (Cara Seymour, de "Adaptação"). David representa para a protagonista tudo aquilo que ela sempre sonhou, especialmente a liberdade.
Mas David não é bem aquilo que aparenta ser. Sem nunca entender ao certo como ele ganha a vida - ainda que perceba que não é de uma forma muito honesta -, Jenny acaba deixando seus limites morais pouco a pouco de lado. Afinal, a vida dela nunca foi tão empolgante, os estudos tão enfadonhos, e o sonho de conhecer Paris nunca antes esteve tão perto de realizar-se - ainda que apenas numa visita de final de semana.
Qual educação conta mais? Aquela que se aprende nos bancos escolares, ou aquela, como a de David, na chamada "escola da vida"? Como tantos outros questionamentos sérios da existência das pessoas, não há uma única resposta. No caso de Jenny, uma combinação das duas, embora um tanto dolorosa, molda o seu caráter. "Educação" é, basicamente, um filme sobre uma garota descobrindo que o mundo é muito maior do que os sonhos que seus pais criaram para ela.
Se por um lado trata-se de uma história um tanto explorada pelo cinema, a interpretação magnética de Carey - indicada ao Oscar - traz um frescor para a personagem que, enquanto arquétipo, é tão antigo quanto a literatura. Ela poderia ser uma heroína da escritora inglesa Jane Austen, ou a protagonista do romance "Jane Eyre", a quem, aliás, Jenny é comparada numa aula na escola, quando começa a envolver-se com David.
David é um personagem condenável por motivos legais, morais ou até mesmo éticos. Mas o filme assume o ponto de vista de Jenny. Então, de seu ponto de vista, ele representa a descoberta e a diversão que ela jamais teria em sua vida, não fosse exatamente por seu intermédio. Por isso, nunca há um julgamento em relação ao personagem dele.
Para que "Educação" funcione, de um lado está a interpretação de Carey. De outro, a forma como o roteiro (também indicado ao Oscar), assinado pelo escritor Nick Hornby ("Alta Fidelidade", "Um grande garoto"), segue a evolução da personagem e o desenvolvimento do romance. Não há pressa para que as coisas aconteçam, tudo tem o seu tempo, o seu ritmo próprio. O roteiro, aliás, baseia-se no livro de memórias da jornalista inglesa Lynn Barber.
Carey é dessas atrizes que conseguem trazer o público para o lado de sua personagem. Mesmo quando se sabe que algo pode dar errado, que ela pode se machucar, perder alguma grande oportunidade ou qualquer coisa assim, o público torce para que, no final, dê tudo certo, porque ela faz por merecer.
A direção da dinamarquesa Lone Scherfig ("Meu irmão quer se matar" e "Italiano para principiantes") capta um momento de transição da capital da Inglaterra, ainda vivendo sob o código rígido e austero do pós-guerra mas dando os primeiros passos para a efervescência cultural daquela que seria chamada de 'swinging London' (tão bem retratada em "Blow Up - Depois daquele beijo", de Michelangelo Antonioni).
"Educação" prova que os fins justificam os meios - mesmo quando esses meios são bem diferentes daqueles planejados por nossos pais. A trajetória de Jenny e a conquista de sua liberdade acontecem por caminhos tortuosos, mas, ainda assim, prazerosos - do contrário, jamais poderiam ser chamados de "anos incríveis".
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

LEIA MAIS:
A ILHA DO MEDO


terça-feira, 16 de março de 2010

O AMOR,NA VISÃO DO POETA


Se perder um amor... não se perca!
Se o achar... segure-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
O mais... é nada.

Fernando Pessoa

O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.

Fernando Pessoa,poeta português

LEIA MAIS:
POESIA, ETERNA POESIA!
DOMINGO É DIA DE POESIA!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CONSIDERAÇÕES SOBRE O AMOR!



Hoje amanheci atacada de megalomania e decidi falar de amor; um tema difícil, porque são muitas faces de uma só palavra, é assunto a ser tratado por gente tarimbada, não por mim, pobre escrevinhadora destas mal-traçadas. Porque,o amor engloba paixão,afeto,ternura,cada um de per si,um sentimento único,mas,que se funde numa só palavra:AMOR.
E quando é que a gente sabe que foi atacada por esse fogo que arde sem se ver?È quando as pernas tremem, um calor percorre todo o corpo, a boca fica seca, uma sensação de ansiedade ,de urgência nos envolve, as mãos ficam frias, há um aperto na boca do estômago, o desejo enorme de agradar, a necessidade de acarinhar, cuidar, proteger; a gente se transforma, um homem vira um deus, ninguém é mais dono de si.
Para Cazuza,”amar é abanar o rabo”.
O certo é que,apesar de leve como uma pluma,esta palavra tão pequenina,escraviza.O amor é um sentimento forte,de intenso bem-querer,voltado para outra pessoa;bom é procurá-lo,melhor é achá-lo.Enfim, não é coisa prá amador.
Para os casais felizes começa com paixão e termina em afeto. O amor romântico é perigoso,porque,faz a gente enxergar o outro,com os olhos da fantasia,não como ele realmente é,mas,como gostaríamos que fosse.Enxergamos um príncipe,que -helás- logo,logo,virará sapo.Vem envolvido numa aura de semi-deus e ,como a gente quer enxergar o ídolo,ignora os pés de barro.
Se um relacionamento superar a fase romântica e puder enxergar nosso parceiro como ele realmente é,com seus defeitos e qualidades, o amor durará por muito tempo.O nosso amado passa a ser real e não a projeção dos nossos ideais;amar é cessão e concessão;temos que aprender quando ceder e quando conceder;temos que nos ajustar um ao outro,mas,sem perder o nosso eu interior e sem sufocar o parceiro;eu não disse que amar é fácil:é como fazer um trem desgovernado descer ladeira abaixo sem descarrilar até chegar á estação.É um trabalho hercúleo!
Não creio em metades,mesmo que sejam “caras”,só pessoas inteiras e livres podem fazer a doação de si mesmas.Os casais felizes não se auto-mutilam,respeitam o parceiro como ele é;vamos continuar sendo estrelas de Belém,vaquinha de presépio ninguém quer ser e muito menos conviver cm elas.Toda cópia é cansativa.”Tal como a sombra,o amor corre de quem o segue”,diz o poeta.
Há que ser criativo para se levar,com êxito,ao barca do amor a um porto seguro;expulsar a rotina,como uma praga.
O sexo é uma parte importante do amor, mas, não é o todo; convém ser inventiva; no amor, o importante é manter a fantasia: se casar com um alemão, se vista de Polônia, para que ele a invada.
Há muito que falar de amor, mas, o tema é longo, está mais para compendio que para ensaio.
O casamento é o túmulo do amor?
Bem casada há justos 25 anos, penso que não; mudam as paixões, mas, o amor tem muitas faces; advém o carinho, o afeto, a proteção, a segurança de chegada ao porto; quando conheci meu marido, alto, forte, alegre, bon-vivant, quente (porque homem e café têm que ser quente e forte) eu me apaixonei e o achei lindo; hoje, tantos anos depois, barrigudo e um pouco careca, eu continuo achando lindo e ainda gosto de deitar minha cabecinha naquele peito de transatlântico.
Se tudo correr bem e agente aprender as lições da vida, o casamento não precisa começar em motel e terminar em pensão (alimentar).


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IMG:Busca Google

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A PAIXÃO!



“Ninguém viu onde estará
minha lágrima perdida?”
Conheci um homem que me disse que nunca se apaixonou;conheceu uma moça,casou-se ,tiveram filhos,mas,em nenhum momento viveu aquela fúria,aquela explosão de sentimentos,aquele turbilhão, que caracteriza a paixão.Se o medo é o preconceito dos sentidos,a paixão é o transbordamento da alma;olhei para aquele homem,com uma pena sincera.Nunca ter sentido as agonias da paixão,as esperas,as revoltas,as lágrimas,o desespero,a doçura,o frêmito-coitado dele!-não era um homem,era um vegetal.
A boca seca, o olhar ávido,aquele fogo interior que queima as entranhas,aquela lassidez, a vontade de se escravizar,de se tornar rainha,o desejo da doação de si mesma,a fúria do desejo desenfreado,a busca,aquele tesão de doer os dentes,ele não viveu nada disso.Teve uma vida morna como um chá passado.Deve beirar os setenta anos e,nada conhece dos sentimentos humanos.Não sofreu,mas,também,não viveu;não arriscou,mas,também,não ganhou:foi um espectador da vida.Passou pela vida em brancas nuvens,só passou pela vida,não viveu...
Nunca viver um amor imensurável e forte,um amor desvairado,que toque os céus e desafie a morte ,deve ser terrível.Sei que uma paixão desatinada sempre acaba em manchete de jornal:alguns matam e morrem por amor,mas pelo menos,viveram.
Amei e sofri por amor, mas,não me arrependo;escrevi a estória da minha vida a fogo e paixão,desci aos infernos,no terceiro dia ressurgi dos mortos,conheci o delírio e a paz do amor,muitos amores,porque ele tem mil faces.Mas,não trocaria a minha vida conturbada pela pasmaceira mórbida das vidas sem paixão.
Gostou?
Então retorne...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O VALOR DA ALEGRIA!


O VALOR DA ALEGRIA!
Ah,se eu tivesse vivido num passado como o lembro agora!
Millôr
Para que perder tempo remoendo o passado?
Vamos cultivar a alegria e o otimismo, viver o presente sem mágoas,construindo um mundo novo dentro de nós.
O que já fizemos,passou,ficou prá trás, são experiências,más experiências,fruto da nossa inconseqüência ou desconhecimento do mundo;ou das leis que o regem.
A solução é andar prá frente, consertando velhos erros,adquirindo cada vez mais a sabedoria de viver,praticando o bem,ajudando a quem precisa.
A palavra é tão pequenina,mas,pode mudar o mundo.Ou destruí-lo.
Estenda a mão para as pessoas,tenha sempre nos lábios uma palavra de conforto,um toque de carinho no olhar ,um sorriso de compreensão e bondade e verá que esse investimento de amor,retornará para você,na forma de energias positivas que vão iluminar o seu caminho.
E você,amigo(a) conhecerá a paz!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O ANO DE VENUS:TODO PODER ÀS MULHERES!


Venus: natureza fria, feminina, magnética polaridade yin
• Impulso: Social e amoroso
• Dia da Semana: sexta-feira•
Cores: Rosa e suas tonalidades•
Pedras: quartzo rosa, rodocrosita•
Animal: touro•
Aromas (Incenso e Perfumes): Rosa, Flor de Laranjeira •
Metal: cobre•
Elemento: terra•
Partes do Corpo: pescoço, rins e ovários• Flores: Lírios, margarida, prímula, violetas, açucena, Iris•
Ervas: Mirra, Coentro, Malva; manjericão• Verbos: Eu tenho – Eu atraio•
Palavra chave: amor, sensualidade, auto-estima
HANNIEL - Arcanjo de Venus
Fonte:Somos todos um
IMG:magias-feitiços

sábado, 12 de dezembro de 2009

POEMA DE AMOR:ATO 4


GRAN FINALE

ELA-PASSA A DOR,PASSA A SAUDADE

E A VIDA PASSA TAMBÉM

NÃO PASSARÁ A AMIZADE

NUM CORAÇÃO QUE QUIS BEM!...

ELE-NADA TE TENHO A PAGAR

NEM ME FICAS A DEVER

SE EU TE ENSINEI A AMAR,

TU ME ENSINASTE A ESQUECER. Campoamor)

TU FINGISTE QUE ME AMASTE

EU FINGI QUE ACREDITEI

FOSTE TU QUE ME ENGANASTE,

OU FUI EU QUE TE ENGANEI!?

***FIM***

TEXTO:MIRIAM SALES/CAMPOAMOR

IMAGENS:MAGRITTE ,RENOIIR(PRÓLOGO)SIMBERG(GRAN FINALE)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

HOJE É DIA DE SANTA BÁRBARA!


SANTA BÁRBARA :IANSÃ,PARA OS ÍNTIMOS.
“...não tem homem que enfrente,
A guerreira mais valente.”
Santa Bárbara,que,no sincretismo religioso da Bahia,tem por nome Iansã,é uma das santas mais procuradas e festejadas do calendário religioso.O caruru dado em sua homenagem,no dia 4 de dezembro,no Mercado das 7 Portas,em Salvador,leva cerca de 20000 mil quiabos e os festejos chegam a durar dias.Praticamente expulsa dos altares católicos,por ser tão adorada nos cultos afros,resistiu á perseguição medieval da Igreja,seus fieis nunca a abandonaram,e,sua humilde igrejinha no bairro negro da Liberdade,vive apinhada de gente,ás quartas-feiras,dia consagrado á sua devoção.
Quase nada se sabe da sua biografia;nem a data certa do seu nascimento,nem mesmo onde nasceu.Na Idade Média,teve o privilegio de estar entre os catorze santos auxiliares,para quem as pessoas recorriam nos momentos de aflição ou necessidade.Bárbara era invocada contra os raios e a morte súbita.
“Iansã comanda os ventos,e a força dos elementos,na ponta do seu florin...”
Bárbara era filha de um poderoso senhor que a fechou numa torre,durante a ausência do pai,que,impressionado por sua beleza estonteante,queria livrá-la de pretendentes inconvenientes;assim diz a lenda.A menina converteu-se ao cristianismo e,para ficar á salvo da influencia paterna,fugiu.Capturada,foi levada á presença dos juízes,pelo próprio pai,que se tornou seu maior acusador.Quis mesmo substituir o carrasco,no momento da execução.Mas,quando a espada cortou seu lindo pescoço,um raio,vindo do nada,reduziu á cinzas o pai desumano.Desde então,ela tornou-se a senhora dos raios e do trovão,protetora contra as tempestades,naturais ou as tempestades da alma.Empunha sua espada,para livrar do mal,seus devotos,entre os quais,me encontro,e,nunca deixo de lhe oferecer um caruru,no dia 2 de dezembro,data do meu aniversario.
Santa Bárbara é também padroeira dos bombeiros e de todos aqueles,que , por profissão manejam armas de fogo
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