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quinta-feira, 3 de junho de 2010

QUINCAS BERRO-D’ÁGUA, O FILME


Fui ver o filme,extraído do livro de Jorge Amado,”A Morte de Quincas Berro-D’Água e me encantei.

Trata-se de uma produção muito bem feita e,dentro das limitações,fiel ao texto impresso.

A estória do senhor de classe média alta e família tradicional que trocou uma “vidinha de merda” como ele mesmo dizia pela esbórnia,chutando o pau da barraca,tem muito a ver com o espírito baiano,incapaz de carregar cangas ou cangalhas,livre e irreverente pela própria natureza.

Seus companheiros de copo,o Cabo Martim,o sempre romântico e donzelo Curió,o Pastinha, o atrapalhado Pé de Vento,trazem cada um deles ,um pouco da alma baiana manimolente e arteira,extraindo a alegria de viver da pobreza e das humilhações ,dos problemas com a polícia e com a sociedade,dita,estabelecida.

As imagens do Centro Histórico,a Bahia de outrora,que também aparece no meu novo livro,são lindas de viver,inclusive o pôr do sol no Farol,seja da Barra ou Mont-Serrat.

As trapalhadas de Quincas e sua turma pelas ladeiras da velha cidade são hilárias. Não faltam confusões nos terreiros e bares,no fracassado enterro de Comendador,na estupefação da família,lutando para encobrir a real estória do malfadado parente.

A cena final,do Quincas discursando ,caindo de bêbado ,atracado à estátua de Castro Alves,na praça do mesmo nome é antológica.

Pausa para admirar o trabalho dos atores ,perfeitos nos seus papéis,e a correta direção de Sérgio Machado(Cidade Baixa).

Elenco:

Paulo José (Quincas Berro D'Água)

• Marieta Severo (Manuela)

• Mariana Ximenes (Vanda)

• Vladimir Brichta (Leonardo)

• Flávio Bauraqui (Pastinha)

• Irandhir Santos (Cabo Martim)

• Luís Miranda (Pé de Vento)

• Frank Menezes (Curió)

• Othon Bastos (Alonso)

• Walderez de Barros (Tia Marisa)

• Mílton Gonçalves (Delegado Morais)

• Carla Ribas (Otacília)

• Germano Haiuti (Tio Eduardo)

• Eurico Brás (Agenor)

• Angelo Flávio (Zico)

• Maria Menezes (Lolita)


quarta-feira, 26 de maio de 2010

ROBIN HOOD,DE RUSSELL CROWE

ROBIN HOOD, DE RUSSELL CROWE


Nosso velho conhecido das telas ataca novamente , dessa vez com Russell Crowe ,um filme com roupagens novas,estória nova e que a gente pode gostar ou discordar.Rever Max Von Sidow no papel do velho Loxsley foi um prazer e a excelente Kate Blanchett estava perfeita como Lady Marion,a amada de Robin.
Achei Crowe meio velhinho e meio sedentário para encarnar Robin,lépido e cínico,mas,tudo bem,não nos custa engolir.

Já vi muitos filmes sobre esse herói que roubava dos ricos para dar aos pobres , ao contrário dos nossos governantes que roubam dos pobres(impostos) para dar aos ricos.

Assisti , ainda adolescente ,uma versão antiga com Errol Flynn (alguém ainda lembra dele?) e Olivia de Havilland,ícones dos “fifties.”Depois,assisti a nova versão com Kevin Costner e Morgan Freeman.

A lenda de Robin e seus “Merry Men” ,como todas as lendas gera muitas versões;alguns lhe dão origem nobre,outros o colocam entre os “vilões”,sendo que vilão,naquela época era algo como plebeu,gente do povo.

O fato é que essa estória ou história é imortal.

Quanto a essa nova versão do filme , dirigido pelo correto Ridley Scott,embora fuja um pouco à realidade conhecida,é um filme que,os apaixonados pelo gênero “capa e espada” curtem com prazer.

Algumas “licenças poéticas” (que é o nome que se dá à mentira nas Artes) superam o bom senso , como os barcos da esquadra francesa,semelhantes aos que desembarcaram na Normandia nos anos quarenta.Não me consta que,naquela época existissem barcos assim,mas,prometo pesquisar.

Bom , o certo é que passei algumas horas divertidas e não me arrependo de ter assistido,apesar dos ingressos salgados do Multiplex:$14.00.

Seria uma homenagem ao “Príncipe dos Ladrões?
IMG:Busca Google
PALAVRA DO LEITOR:


05/06/10 11:18 - Euripedes Barbosa Ribeiro







Gostei da analogia com os nossos políticos nem tanto robinhoodianos.


Mas vindo de Ridley Scott, que cultuo desde Blade Runner, O caçador de


Andróides, e tendo Russell Crowe como Robin, pode-se ter a certeza de


que veremos uma obra prima. E ainda temos a magnífica Kate Blanchett.


Melhor que isso, somente Ben-Hur de William Willer e seus 11 Oscars,


dos tempos em que Oscars eram Oscars. * Beijos Miriam. Um otimo


sabado.









quarta-feira, 5 de maio de 2010

AUSTRÁLIA


O filme quis reviver o épico”Entre Dois Amores” e ao menos se aproximar do épico dos épicos...”e o vento levou”.
De parecido ,tem a duração(quase três horas) ,a montagem(monumental) e a excelente fotografia.
A Austrália é um continente longo e vazio; o filme,também;porém,a gente assiste com agrado e nem vê o tempo passar;no meu caso,que sei muito pouco sobre esse continente misterioso,adorei reviver a Austrália dos anos quarenta,com seus aborígenes místicos e mágicos e os barões do gado lutando pela sobrevivência num continente hostil,suando para transportar cerca de 1500 cabeças de gado através de despenhadeiros e desertos áridos.
Tudo isto temperado com uma bela estória de amor ,que ,como todas,tem um casal louco prá ir prá cama e uns vilões para atrapalhar ;neste caso,um barão de gado inescrupuloso,e,por fim os japoneses que bombardearam a Austrália em 1940.
Para adulçorar a trama ,o diretor Baz Luhrmann,acrescentou um garotinho nativo adorável,que os “aussie”(como os australianos eram chamados pelos ingleses)nomeavam de “café com leite” e só foram vistos como gente nos anos sessenta.
Desculpem-me ,mas ,eu ,pessoalmente ,não gosto da Nicole Kidman e,neste filme,ela não está bem;o mocinho,chamado no filme de “the driver” (o condutor)é o boa pinta Hugh Jackman,não desmerece o papel.e o vilão,David Wenham,um pouco careteiro,mas,faz parte.
Olha,diverte;se quiserem,apanhem aqueles quilométricos sacos de pipoca,mais um tonel de refrigerante e encarem.Para tornar o programa ainda mais típico ,que tal jantar no Outback bebericando uma caipirinha “aussie?
Quem sabe “king george”,o aborígene gulapa(mágico)não abre seus caminhos,cantando uma música para lhe fazer voltar?
Boa Sorte!
Este filme está disponível nas locadoras e na TV a cabo.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

O LIVRO DE ELI



Não é o que pensei.
Demorei de vê-lo porque imaginei mais um desses ridículos filmes apocalípticos que ocupam quase todo o espaço nas salas de projeções.
Não vou discutir aqui com vocês se o filme é bom ou bem-feito ou convincente.Não sou crítica de cinema nem de coisa alguma e continuo pensando o que sempre pensei:crítico é o sujeito que sabe o caminho mas, não tem o carro.
Para mim, a importância desse filme lúgubre é a sua mensagem.
Uma mensagem subliminar, dificilmente perceptível para o povão que procurar apenas diversão no cinema – catástrofe.
Até onde o Homem vai para manter o conhecimento humano livre dos predadores que existem desde o princípio dos séculos.
A figura sombria e perigosa de Eli (Denzel Washington) lutando para atravessar um pais inteiro apenas para pôr a salvo um livro da sanha dos aproveitadores e da ganância dos manipuladores que , certamente precisariam deste livro para subjugar as massas, é um resumo da história da Humanidade.
O que fazem os tiranos de plantão?Queimam livros, pois, ler é perigoso,devia ser proibido já disse alguém,pois quem sabe enxerga adiante,não se deixa enrolar por doces palavras e costuma seguir seus próprios caminhos.
_Não é um livro, é uma arma! Disse o tiranete do filme tentando transformar o caos em beneficio próprio. Todo livro é uma arma!
O livro transforma pensamentos, alija preconceitos, muda hábitos e opiniões, constrói outras – que poder imenso o livro tem! –
O livro em questão tinha que ser a Bíblia pois ela contém quase toda a sabedoria humana que centenas de gerações vivenciaram antes de nós e mantiveram registrados esses conhecimentos.
Nesse livro está contida a historia dos sumérios,dos acádios,dos cananeus, dos caldeus,dos persas enfim,contém a trajetória do homem desde que se transformou em ser humano através do processo da Evolução.
Esse livro pertence a todos os povos.Todos os livros que constituem o Antigo Testamento eram livros já existentes desde 100 A.C.Durante o tempo do Cativeiro da Babilônia,o povo judeu misturou-se com os povos babilônicos e aprendeu muito com eles.
Segundo vários historiadores o interesse da história do povo judeu baseia-se no fato inconteste de reunir dois dos maiores sistemas de civilização em curso no mundo,o mesopotâmico e o egípcio.
Vem daí, da posse do conhecimento, o poder supremo dos sacerdotes.Eles,muitas vezes ,mandavam mais que o palácio,pois,este é ignorante e não tem amigos.Só o Templo é poderoso pois lê e, lendo manipula o medo do desconhecido que gerou todas as religiões.
Mas, voltando ao filme. Eli conseguiu que o livro fosse depositado em mãos certas e pode morrer despreocupado pois cumpriu seu objetivo.Combateu um bom combate.
E nós, saímos do cinema com uma leve esperança de que, se a Humanidade optar por destruir-se com uma guerra nuclear,como no filme,alguém,algum dia,em algum lugar devolva a esperança e o Conhecimento a todos os povos.E,possa-se ,enfim,fazer a Luz!
FICHA TÉCNICA
Diretor: Albert e Allen Hugues(Do Inferno)
Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Jennifer Beals, Mila Kunis, Ray Stevenson, Lora Martinez, Luis Bordonada, Tom Waits, Frances de la Tour
FALA O LEITOR:
Oi amiga, o livro é tão bom quanto sua missão na conversa fiada, você faz a mostragem do que passa desapercebido. Eli precisou se mostrar humilde e simples para poder passar entre seus perseguidores, mesmo descoberto lutou e conseguiu cumprir sua missão. Um livro bom ou ruim, é uma arma poderosa porque se torna luz aos cegos, abre os caminhos aos errantes, forasteiros, viajantes, é a estrela guia dos iluminados. Ana Zélia ,escritora

quarta-feira, 14 de abril de 2010

DUPLA IMPLACÁVEL!( FROM PARIS WITH LOVE)


UM POLICIAL DESPREZÍVEL!

De Paris,sem amor ,nem respeito!
É como ,verdadeiramente,deveria ser o título desse filme,impensável de ser feito pelo bom cinema francês e,principalmente,por Luc Bresson.
Há alguma coisa de podre na Rèpublique Française (dinheiro escasso,talvez?) para que nos ofertasse tão desastroso espetáculo.
O filme trata de um ataque terrorista em Paris,feito por paquistaneses,mas,abortado pela inteligência e bravura de dois agentes americanos ,o experiente John Travolta (num papel que nunca deveria ter aceito) e o inexperiente Jonathan Rhys Meyers,ambos ,no melhor (!) estilo Rambo,dispostos a perpetrarem um banho de sangue na capital francesa,numa violência,gratuita e sem sentido,extremamente burra.
Uma coisa boa: eles mostram o “way of life” americano,que despreza valores como a ética e o direito e,o desprezo que têm por outros povos,suas culturas e crenças.
Uma das cenas mais chocantes foi a que se passa no Aeroporto de Paris,onde,o nada ético personagem do Travolta,tenta convencer um tímido funcionário francês a deixá-lo entrar no pais carregando umas latinhas que ele dizia conterem energéticos tipo Red Bull e,na verdade,cada uma delas continha peças de uma arma potente.A discussão estava longe de terminar quando o personagem do Myers,brutalmente,tasca um adesivo escrito “correio diplomático” e ambos saem rindo dos franceses.
Quando acaba querem pregar ética ao mundo!
Cheguei a desejar que nesse filme o Bresson quisesse fazer uma crítica sobre o modo como os Estados Unidos se comportam frente ao resto do mundo,mas,infelizmente,parece que o móvel propulsor foi mesmo a grana.



FICHA TÉCNICA
Diretor: Pierre Morel
Elenco: John Travolta, Jonathan Rhys-Meyers, Kasia Smutniak, Richard Durden, Amber Rose Revah, Yin Bing, Eric Godon
Produção: Luc Besson, India Osborne
Roteiro: Luc Besson, Adi Hasak
Fotografia: Michel Abramowicz
Trilha Sonora: David Buckley



quarta-feira, 31 de março de 2010

EDUCAÇÃO


A movimentada década de 1960 numa Londres que se modernizava rapidamente depois dos anos difíceis da 2a Guerra é o cenário onde uma jovem de 16 anos, Jenny (Carey Mulligan, de "Inimigos Públicos") viverá seus anos de descoberta e um desafiador ritual de amadurecimento. Ela é a protagonista da comédia dramática "Educação", que concorre a três Oscars - entre eles, melhor filme - e estreia em circuito nacional nesta sexta-feira.
Filha de pais da classe média que se esforçam para garantir seu futuro e seu sonho de estudar em Oxford, Jenny é uma das alunas mais aplicadas de sua escola. Sua vidinha regrada e fascinada por qualquer coisa que venha da França - de música a filmes - sai completamente de órbita quando ela conhece um homem 20 anos mais velho, que lhe dá carona numa tarde chuvosa depois da aula de violoncelo.
Ele é David (Peter Sarsgaard, de "A Órfã"), homem sem estudo formal que diz ter se formado na "universidade da vida". Com seu jeito sedutor, ele cai nas graças não apenas de Jenny, mas também dos seus pais, Jack (Alfred Molina, de "O Código Da Vinci") e Marjorie (Cara Seymour, de "Adaptação"). David representa para a protagonista tudo aquilo que ela sempre sonhou, especialmente a liberdade.
Mas David não é bem aquilo que aparenta ser. Sem nunca entender ao certo como ele ganha a vida - ainda que perceba que não é de uma forma muito honesta -, Jenny acaba deixando seus limites morais pouco a pouco de lado. Afinal, a vida dela nunca foi tão empolgante, os estudos tão enfadonhos, e o sonho de conhecer Paris nunca antes esteve tão perto de realizar-se - ainda que apenas numa visita de final de semana.
Qual educação conta mais? Aquela que se aprende nos bancos escolares, ou aquela, como a de David, na chamada "escola da vida"? Como tantos outros questionamentos sérios da existência das pessoas, não há uma única resposta. No caso de Jenny, uma combinação das duas, embora um tanto dolorosa, molda o seu caráter. "Educação" é, basicamente, um filme sobre uma garota descobrindo que o mundo é muito maior do que os sonhos que seus pais criaram para ela.
Se por um lado trata-se de uma história um tanto explorada pelo cinema, a interpretação magnética de Carey - indicada ao Oscar - traz um frescor para a personagem que, enquanto arquétipo, é tão antigo quanto a literatura. Ela poderia ser uma heroína da escritora inglesa Jane Austen, ou a protagonista do romance "Jane Eyre", a quem, aliás, Jenny é comparada numa aula na escola, quando começa a envolver-se com David.
David é um personagem condenável por motivos legais, morais ou até mesmo éticos. Mas o filme assume o ponto de vista de Jenny. Então, de seu ponto de vista, ele representa a descoberta e a diversão que ela jamais teria em sua vida, não fosse exatamente por seu intermédio. Por isso, nunca há um julgamento em relação ao personagem dele.
Para que "Educação" funcione, de um lado está a interpretação de Carey. De outro, a forma como o roteiro (também indicado ao Oscar), assinado pelo escritor Nick Hornby ("Alta Fidelidade", "Um grande garoto"), segue a evolução da personagem e o desenvolvimento do romance. Não há pressa para que as coisas aconteçam, tudo tem o seu tempo, o seu ritmo próprio. O roteiro, aliás, baseia-se no livro de memórias da jornalista inglesa Lynn Barber.
Carey é dessas atrizes que conseguem trazer o público para o lado de sua personagem. Mesmo quando se sabe que algo pode dar errado, que ela pode se machucar, perder alguma grande oportunidade ou qualquer coisa assim, o público torce para que, no final, dê tudo certo, porque ela faz por merecer.
A direção da dinamarquesa Lone Scherfig ("Meu irmão quer se matar" e "Italiano para principiantes") capta um momento de transição da capital da Inglaterra, ainda vivendo sob o código rígido e austero do pós-guerra mas dando os primeiros passos para a efervescência cultural daquela que seria chamada de 'swinging London' (tão bem retratada em "Blow Up - Depois daquele beijo", de Michelangelo Antonioni).
"Educação" prova que os fins justificam os meios - mesmo quando esses meios são bem diferentes daqueles planejados por nossos pais. A trajetória de Jenny e a conquista de sua liberdade acontecem por caminhos tortuosos, mas, ainda assim, prazerosos - do contrário, jamais poderiam ser chamados de "anos incríveis".
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

LEIA MAIS:
A ILHA DO MEDO


quinta-feira, 18 de março de 2010

A ILHA DO MEDO (SHUTTER ISLAND)


Cinéfilo apaixonado e diretor magnífico tudo que é feito por Scorsese sai,no mínimo,perfeito.
Não foi diferente com “A Ilha do Medo”,que está nas telonas.
Leonardo Di Caprio é Teddy Daniels (mas,será mesmo Teddy Daniels?),um investigador federal que,em 1954,ruma com seu parceiro (Mark Ruffalo) para uma remota ilha onde se estabeleceu um presídio – manicômio para assassinos com doenças mentais,considerados de alta periculosidade.
Forasteiros não são bem aceitos,principalmente policiais.
Mas,com o impasse provocado pela fuga de uma paciente de alto risco,o jeito foi pedir auxílio à polícia.
Teddy entra de peito na investigação que denota fatos muito suspeitos.
Nos interrogatórios,os funcionários mostram-se dúbios,resistentes e às vezes,hostis; como quando ele faz perguntas sobre um preso,um incendiário que matou sua esposa.
O enredo foi adaptado de um livro de Dennis Lahane,o mesmo que escreveu “Sobre Meninos E Lobos”;
Conhecedor profundo de cinema,Scorsese,cria um cenário de suspense que lembra os filmes de Hitchcock,com uma fluidez que vai desde o cenário,plúmbeo até os atores.Seu parceiro lembra muito Dana Andrews,um excelente ator dos anos cinqüenta,fugidio e misterioso.
Há toques de cinema – noir de Fritz Lang,dos melodramas de Douglas Sirk,dos climas de visões e sonhos aterrorizantes de Jacques Tourneur.
A paranóia de policiais clássicos deve-se ao macartismo,época em que todos desconfiavam de todos e tinham medo de todos e de tudo.
E,entre seus terríveis pesadelos Teddy lembra cenas horríveis que presenciou em Dachau,campo de concentração alemã,na Segunda Grande Guerra.
Como o leitor verá nada é o que parece ser.
Só Scorsese continua um cineasta magistral!
Já viu o filme? Gostou?
Então dê sua opinião.
LEIA MAIS:
AVATAR, O FILME
INVICTUS
JULIA & JULIE: ESTE FILME VALE A PENA VER...




FALA O LEITOR:
20/03/2010 14:25 - Milla Pereira ,escritora e poeta paulista
Miriam! eu adoro filmes em ilhas remotas, com todos os perigos emisterios. Ainda nao vi este, mas vou e logo. Bela resenha, obrigada.Beijos e bom fds. Milla

20/03/2010 14:24 - Norma Suely Facchinetti
Ainda não assisti ao filme, mas depois desta bela resenha, vou programar para este fim de semana. Beijos querida.

02/04/10 20:41 - Maria Olimpia Alves de Melo,escritora mineira
Não vi o filme mas tenho o livro, excelente por sinal, como é dofeitio do Lehane. Mas ridiculamente a edição brasileira do livro sechama Paciente 67 quando a Ilha do Medo seria muito mais atrativo (embora também não seja o nome original). Diria como vc mesmo dissesobre Scorsese - no mínimo, tudo o q vc escreve, é perfeito.

segunda-feira, 1 de março de 2010

UM OLHAR DO PARAÍSO (THE LOVELY BONES)



O mistério da morte está sempre presente no nosso inconsciente,talvez pela dúvida da ressurreição ou pelo medo do Desconhecido.
Afinal,o que iremos encontrar? ou :Encontraremos alguma coisa?
Sempre duvidei da chamada “outra vida”,principalmente por causa do tema deste filme.
Uma adolescente pura,comum,com uma família bem estruturada e carinhosa é brutalmente violentada, assassinada e esquartejada por um vizinho,acima de qualquer suspeita.
Então,me pergunto:se existisse esse tão propalado e nunca provado Além,as pessoas que sofressem morte violenta não denunciariam seus carrascos?
Parece que o Peter Jackson,diretor do filme,pensa como eu ou tem dúvidas iguais às minhas e de muita gente mais,pois fez a heroína assassinada induzir a família a reconhecer o seu assassino.
Não, o filme não é um melodrama bobo,é bem feito,sem apelações nem grandes suspenses ou mistérios.
Ao assistir,do limbo,a desestruturação da sua família após a certeza da sua morte,principalmente,ao desespero do pai,ela ,recusa-se a subir aos paramos celestiais até arranjar um meio de apontar seu assassino.
Mas,Susie Salmon(Saoirse Ronan) não se deixa cegar pela vingança;como você e eu ela quer que a verdade suba do fundo do poço e apareça para todos – mesmo porque esse psicopata já tinha mais seis mortes nas costas entre crianças e adolescentes – e vivia tranqüilo por ai.
O que mais entristece Susan é não ter tido o direito aos namoricos da adolescência e trocado o primeiro beijo com seu namoradinho,descendente de indianos e leitor de Shakespeare.Enfim,ter sua vida interrompida brutalmente e ninguém pagar por isso.
Prestei atenção também, no único momento em que a raiva e a indignação de Susan se torna mais forte,e,ela emite um forte pensamento de ódio e vingança,o pai recebe essas vibrações e sai com um taco de golfe para matar o vizinho;ele sabia que era o assassino,mas,não tinha provas.
O pai acabou espancado e semi-morto e eu percebi o quanto nossos pensamentos negativos podem perturbar o cosmo e as pessoas que convivem conosco.
No mais, vejam o filme e façam suas próprias reflexões.
E ,reparem no final,irônico,quando a garota deseja “uma vida longa e feliz para nós”.
Nós que vivemos numa casa de bonecas,que não nos importamos com nada,que não lutamos contra as injustiças.
Para mim,a mensagem do diretor é clara:nós é que estamos de luto,por vivermos num mundo assim.
Ficha Técnica:
Roteiro:Fran Walsh,Alice Sebold(autora do livro)Peter Jackson
Direção:Peter Jackson
Elenco:Saoirse Ronan,Mark Wahlberg,Stanley Tucci,Rachel Weisz,Susan Sarandon
Assistiu?Gostou?
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

SEMPRE AO SEU LADO


SEMPRE AO SEU LADO(Hachiko,a dog’s story)
Os filmes e livros de cachorrinhos andam fazendo muito sucesso;talvez,decepcionados uns com os outros,os homens prefiram pôr ,na prática,o velho ditado:”quanto mais conheço os homens mais eu gosto do meu cão”.
Sempre ao seu lado, porém,é uma estória diferente;quem sabe,por ser história.Baseia-se num fato acontecido no Japão e rendeu até um monumento em bronze para o cachorro -um monumento à fidelidade-sentimento cada vez mais difícil às pessoas comuns.
Sabe, como sou apaixonada por cachorro,cinema e dou um grande valor à fidelidade,fui ver o filme,numa dessas tardes calorentas de verão,em Salvador.
O cachorrinho Hatcho, que significa o número 8,em japonês,número mágico que une o céu e a terra,conquistou meu coração.É um akita,linhagem antiga,cheia de elegância e nobreza.E de fidelidade ilimitada ao seu dono.
Baseada nesta comovente estória real,o diretor Lasse Hallström, fez um filme sóbrio,divertido,filosófico(o dono escolhe o cão ou este escolhe o dono?),e comovente,mas,nunca melodramático.
Talvez por homenagear sentimentos que as pessoas de hoje desconhecem, o filme esteja fazendo tanto sucesso;a ponto de Hachiko, Hachi para os íntimos,ter roubado quase todas as cenas;com o consentimento de Richard Gere,claro.
Na platéia,centenas de suspiros,ruídos de lágrimas e até soluços incontidos ouvidos no final,soaram como um canto de cisne,para nós,seres hoje tão carentes de antigos valores.
Ao chegar em casa,abracei profundamente meu cachorro de 14 anos,o velho Billie,que comigo envelheceu e está onde eu estou,sempre ao meu lado,também.

domingo, 13 de dezembro de 2009

*JOAN CRAWFORD,A MUSA DO SEXO*



Olhos frívolos,interesseiros,olhos que não podiam ocultar a avareza,a ambição,a satisfação do triunfo,depois de uma vida dificil.usou suas duas maiores qualidades para vencer:o belo corpo e os prazeres que ele proporcionava.nunca escondeu seu passado de stripper e dançarina,além de atriz de filmes pornôs.nem se esqueceu que,para vencer,passou por vários “testes do sofá”,que os poderosos de Hollywood exigiam das starlets.ela decidiu pagar o preço da solidão,em troca da fama;perdeu amores,maridos,amigos,talvez,por isso,a dureza do seu olhar.
Lucille Faye Le Sueur pagou um alto preço para sair vencedora da arena de Hollywood; valquíria condenada,como muitas outras malvadas,á solidão de uma cama gélida,sem homens amados.
Era texana,nasceu em San Antonio,em 23 de março de 1904(oficialmente,mas,podia ter sido bem antes) e faleceu a 10 de maio de 1977,em New York,só,sem a fortuna que tanto pelejou para ter , odiada por seus filhos adotivos,dois dos quais deserdou,sem amor,sem carinho e já assistindo o abandono da fama,pela qual tanto lutou.
Vencedora do Oscar de 1945,por “Almas em Suplicio”,onde diz a Anne Blythe,sua filha malvada,no filme:
-”Os polvos sabem o que fazem;comem as crias”.