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quinta-feira, 16 de junho de 2011

FALA,BRASIL!



O Ex-Chanceler e eu.Carinho

Fui assistir  á palestra do ex-Chanceler Celso Amorim,no Palácio Rio Branco,em Salvador,iniciativa da SECULT,através do atuante Secretário da Cultura Albino Rubim.
O ex-ministro chegou e arrasou.Tratou de vários assuntos ligados á política externa passada e futura,respondeu com competência e paciência a diversas perguntas feitas por universitários e intelectuais presentes,sempre com uma simpatia e um bom humor dignos de nota.

Falou das inúmeras mudanças  na política externa  deste país, nossa presença na África e no Haiti,as difíceis negociações com os países ricos,mostrando ser hoje o Brasil sujeito da história e não mero objeto como no passado.
Gentileza para com todos
Ouvido e respeitado no cenário mundial marchamos rumo ao nosso destino de potência,na América Latina e no mundo.Acabou o “complexo de vira-lata” do qual nos falava Nelson Rodrigues.
Como Chanceler o papel de Amorim foi o de hábil negociador e nos contatos com a ALCA e OMC,foi duro com os ricos,mas,terno com os pobres.Acredita no diálogo; a palavra vencendo o canhão.
Quando criticado pela mídia e pelas elites por sua preocupação com a América Latina,respondeu:-“mas,eu vivo aqui”.
Sobre o gás boliviano disse ser injusto permitir que os gasodutos passassem pela Bolívia e seu povo pobre não tivesse acesso ao gás.
Soube Itaipu e a celeuma da energia paga lembrou que os paraguaios são donos da metade da maior usina do mundo.E eu acrescento: depois do genocídio que o bando de Caxias aprontou lá  durante a fatídica Guerra do Paraguai,o Brasil tem dívidas impagáveis,sim,com este vizinho onde vivem 200 a 300.000  brasileiros.
Sendo o nosso único Ministro das Relações Exteriores a falar com os “feios”,Irã,Iraque, África,Países Árabes,Cuba  etc mostrou ao mundo que não podemos discriminar ninguém,seja pessoas,seja países e o papel da nossa diplomacia é conciliar,nunca criticar ou oprimir.
Sobre a África contou o que ouviu de um embaixador africano:”Para cada problema africano há uma solução brasileira.”
Marcamos território,finalmente.Não é à toa que os principais candidatos a mandar no FMI viessem nos visitar recentemente,
E não foi para cobrar,foi para pedir.