O Ex-Chanceler e eu.Carinho
Fui assistir á
palestra do ex-Chanceler Celso Amorim,no Palácio Rio Branco,em
Salvador,iniciativa da SECULT,através do atuante Secretário da Cultura Albino
Rubim.
O ex-ministro chegou e arrasou.Tratou de vários assuntos
ligados á política externa passada e futura,respondeu com competência e
paciência a diversas perguntas feitas por universitários e intelectuais
presentes,sempre com uma simpatia e um bom humor dignos de nota.
Falou das inúmeras mudanças na política externa deste país, nossa presença na África e no
Haiti,as difíceis negociações com os países ricos,mostrando ser hoje o Brasil
sujeito da história e não mero objeto como no passado.
Gentileza para com todos
Ouvido e respeitado no cenário mundial marchamos rumo ao
nosso destino de potência,na América Latina e no mundo.Acabou o “complexo de
vira-lata” do qual nos falava Nelson Rodrigues.
Como Chanceler o papel de Amorim foi o de hábil
negociador e nos contatos com a ALCA e OMC,foi duro com os ricos,mas,terno com
os pobres.Acredita no diálogo; a palavra vencendo o canhão.
Quando criticado pela mídia e pelas elites por sua
preocupação com a América Latina,respondeu:-“mas,eu vivo aqui”.
Sobre o gás boliviano disse ser injusto permitir que os
gasodutos passassem pela Bolívia e seu povo pobre não tivesse acesso ao gás.
Soube Itaipu e a celeuma da energia paga lembrou que os
paraguaios são donos da metade da maior usina do mundo.E eu acrescento: depois
do genocídio que o bando de Caxias aprontou lá
durante a fatídica Guerra do Paraguai,o Brasil tem dívidas
impagáveis,sim,com este vizinho onde vivem 200 a 300.000 brasileiros.
Sendo o nosso único Ministro das Relações Exteriores a
falar com os “feios”,Irã,Iraque, África,Países Árabes,Cuba etc mostrou ao mundo que não podemos
discriminar ninguém,seja pessoas,seja países e o papel da nossa diplomacia é
conciliar,nunca criticar ou oprimir.
Sobre a África contou o que ouviu de um embaixador
africano:”Para cada problema africano há uma solução brasileira.”
Marcamos território,finalmente.Não é à toa que os
principais candidatos a mandar no FMI viessem nos visitar recentemente,
E não foi para cobrar,foi para pedir.