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terça-feira, 27 de julho de 2010

FRA ANGELICO: UM FRADE ANGELICAL!




Houve um frade que quis tornar Florença uma das mais belas cidades do mundo.

Conhecido como Fra Angélico por causa das belíssimas cabeças de anjo que pintava.

Nasceu em 1387 e aos vinte anos entrou no mosteiro de Fiesole com a sublime intenção de dedicar toda sua vida à Deus e à pintura.

Pregava belos sermões apenas usando o pincel.

A cidade de Crotona ,onde se encontram muitos trabalhos seus,talvez tenha sido o berço da sua pintura.

Anos mais tarde chegou a Fiesole e viveu no Convento Dominicano de São Marcos.

Ai pintou quadros magníficos que podem ser vistos ainda hoje.

Sabendo da sua vida pura e religiosa o Papa convidou-lhe para ser arcebispo de Florença,mas,humilde como era pediu ao Papa que o livrasse dessa provação;queria continuar o que sempre foi,monge,pobre e pintor.Considerava os pobres seus irmãos e para eles trabalhava.

Quando queria pintar ajoelhava-se,rezava e pedia inspiração aos Céus.Pintou os triunfos e as dores de Cristo.

Trabalhou no Vaticano,pintando telas magníficas,mas,do que gostava muito era de recolhimento e oração.

sábado, 27 de março de 2010

COMIDA DE SANTO:O ABARÁ


Todo mundo gosta de abará,

todo mundo gosta de abará,

mas, ninguém sabe

o trabalho que dá.


A música de Caymmi reflete bem a culinária baiana: é extremamente gostosa, quente, afrodisíaca, mas, muito trabalhosa.
O abará é feito de feijão fradinho, quebrado e posto de molho durante uma noite inteira, para soltar a casca. Antigamente, era triturado na pedra, hoje, basta passar no processador. Embora pareça coisa de baiano,juro que o gosto não é o mesmo.
Por ser comida de preceito ,o abará tem suas cismas;quando teima em desandar...
Mas,vamos á receita:
500grs de feijão fradinhoUma média de 6 folhas de bananeira,cortadas em quadrado,médio2 cebolas grandes,em pedaços250grs camarão seco 1 colh (chá) de gengibre raladodendê,a gosto;eu uso pouco,umas duas colheres.Depois de tirar as cascas do feijão,passa no processador juntamente com a cebola,o gengibre e um pouco de alho.Não esquecer o sal.Vai virar uma massa cor de creme e compacta,cheirosa,então você mistura carinhosamente o pó do camarão,que já deve ter sido processado,bem fino,incorporando-o delicadamente á massa.Daí,com o auxilio de uma colher de sopa,arrume a massa na folha da bananeira (alguns a escaldam antes,mas,acho que fica mole),dobre a folha,como se fosse fazer um embrulho de presente e cozinha 30 minutos no vapor.As "baianas” costumam colocar os talos da bananeira no fundo da panela,como uma espécie de trempe,e,acomodar,delicadamente os abarás,nesta trempe,com água suficiente para o vapor que vai cozinhá-los.Pronto;é só fazer o molho:Passa o camarão seco no processador,depois frita a cebola no azeite,até ficar mole,junta o camarão,a pimenta malagueta,refoga por uns 10 minutos;se precisar,coloca um pouquinho de água.Aí,você convida seu amor para jantar,prepara o clima,as cortinas de renda perfumadas de patchulí,a mesa com crisântemos,numa toalha de renda,uma cachacinha de cabaço (se ele já tiver dobrado o cabo da boa esperança,melhor lhe dar o Pau da Resposta;responde.
Deguste o abará com pimenta,cada um começa a comer de um lado,saboreando sem pressa,até que o abará acaba ,os lábios se encontram,e aí amiga,
QUE LOUCURA!
Vem,a Bahia te espera!

Este e outros textos deliciosos estarão no meu próximo livro "a BAHIA DE OUTRORA",a ser lançado brevemente.