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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

OOOPS! ELA VOLTOU...



Pois é,cara pálida,até eu rendi-me a ela.Tenho dormido uma hora da manhã por sua  causa .
Estivemos juntas no final dos  anos 80 quando todo o país parava para acompanhar suas maldades.Todos a odiavam , apaixonadamente.
Estou falando de Odete Roitman,a vilã mais famosa da TV e sua paródia Maria de Fátima,essa mesma,com um nome de pobre que odiava visceralmente.
-Envergonho-me de assinar este nome numa folha de cheque,dizia.Embora não se envergonhasse de roubar talões alheios ou falsificar cheques dos outros.
Para ela,valia tudo,contanto que deixasse de ser pobre.
No cotidiano brasileiro dos anos 2000 elas continuam vivíssimas e dando as cartas,sem mudarem um milímetro dos seus pensamentos.
O canal a cabo “Viva” ressuscitou as duas que agora tiram nosso sono.
A novela maniqueísta continua fazendo sucesso apesar do estereótipo dos seus tipos,-os bonzinhos,muito bonzinhos,os maus,sempre muito maus-assim são os personagens,não os seres de carne e osso.Neste intervalo temos outros vilões menos votados:O Marco Aurélio,chairman da TCA;o César,gigolô e trambiqueiro que quer apenas se dar bem.Ah,mas,também temos os bonzinhos!A Raquel e sua eterna inocência de telenovela;o Ivan,que quer subir na vida,armando truques que ele considera inocentes,a Heleninha,sensível e terna,lutando contra o alcoolismo e a grande massa trabalhadora sem tempo de sonhar como o taxista,o Pollyana,dono de buteco,a mulher descasada que precisa trabalhar,as funcionárias da TCA que morrem de medo de perder os empregos e,como não podia deixar de ser o puxa-saco,personagem que não pode faltar nas estórias brasileiras reais ou imaginárias.Todos convivendo num país caótico,com uma inflação nunca vista e o desemprego reinando soberano,destruindo o sonho dos jovens e derrubando velhos guerreiros já sem forças para a luta,como o personagem  Bartolomeu, pai do Ivan.
Esta novela,apesar do seu lugar comum e  do seu cotidiano folhetinesco tem  um mérito;foi pioneira em trazer para a telinha a discussão de assuntos polêmicos como o alcoolismo,as drogas,os direitos das minorias e das crianças,as relações homosexuais e a eterna discussão entre as gerações sobre valores passados e futuros.
Odete Roitman representa a  elite que não suporta o país.Gente que veio do nada e enricou ,mas,continuou com os mesmos costumes e preconceitos,a mesma falta de ética,o mesmo desprezo pelos mais pobres,pois,o dinheiro não compra lhaneza    nem uma educação que vem de berço que um novo-rico jamais conhecerá..Vemos esta classe  vergonhosamente representada naquela guria de Bragança que passeou recentemente pela net e pelos  jornais.
Já a Maria de Fátima traz de volta  a “social climber” que quer subir a qualquer custo,não importa quem atropele pelo caminho,seja sua própria mãe ou seu próprio filho;além de passar a perna nos amigos,é claro...
O personagem da Regina Duarte ,para mim,é contraditório;é um personagem bobo.Lídima representante de valores suburbanos –muita ética,muita crença,-porém,muita ingenuidade e muita confiança também,que a leva a errar por excesso muitas vezes.Como a própria atriz e seus preconceitos contra um presidente nordestino,barbudo e comunista  de quem confessava “morrer de medo”...
É um personagem irreal,com o qual não me identifico,por isso ,prefiro os vilões.
A terrível Odete,por exemplo,diz coisas ácidas,mas,sábias  como quando afirma que o mal do Brasil é a educação,ou a falta dela.Ou quando  critica os sem iniciativas,a turma do deixa prá lá...
No fundo é uma pessoa egoísta que não via nada errado nos seus atos.Conhecemos muitos  assim;basta ver como se comportam nossos políticos...
È por isso que seu personagem intrigante está vivíssimo e gente como eu continua dormindo à uma da matina para saboreá-lo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

DE OLHO NO MUNDO!...

'Economia do sexo' envolve motéis, estacionamentos e 'serviços especializados'


As buzinas ecoam impacientes na rua Agustinas, no centro de Santiago do Chile. O trânsito é péssimo e não há lugar para estacionar. “São os motéis. Tudo fica lotado”, explica o porteiro Armando. “Dentro de uma hora, o trânsito vai melhorar. Mas agora é hora do almoço, a pior hora”.

Os jornais chilenos estão cheios de anúncios de motéis que rivalizam em criatividade para atrair clientes. Além do quarto durante algumas horas, os clientes têm direito a um pacote de camisinhas e dois “pisco sour”, a bebida nacional chilena.

Os motéis mais caprichados têm salas revestidas com espelhos e oferecem champagne. Para os mais pobres, há o sexo nos carros. Alguns estacionamentos reservam lugares escondidos por uma cortina de plástico para proteger os clientes de olhares curiosos.
Qualquer que seja o preço, a característica mais procurada é a discrição. É o que levou Enrique Delaveau dez anos atrás, a criar uma empresa especializada no que ele chama de “gestão de adultério”. Uma parte da atividade consiste na venda de produtos e serviços destinados aos cônjuges que desconfiam de traição.

Ex-agente do serviço de inteligência chileno durante a ditadura militar, Delaveau abriu um escritório no centro da cidade, onde recebe os clientes e mostra seu portfolio. Um dos produtos vendidos é um gravador de som camuflável na roupa. "Basta trazer uma jaqueta e a gente coloca dentro da costura. A pessoa não vai perceber nada, e nosso cliente terá a possibilidade de ouvir tudo que foi dito... ou feito”, explica, com orgulho. A pequena maravilha custa 69 mil pesos (231 reais).


IMG:Busca Google



UHLÁLÁ!

Lamia Oualalou/Opera Mundi





sexta-feira, 30 de abril de 2010

MISS SHERAZADE


M iss Sherazade amanheceu hoje meio encucada porque perdeu sua segunda casa ,na Bahia.

Claro que ela ouviu muitas fofocas , mas, a digna senhora não acreditou em nenhuma.

Imagina,se isso iria mesmo acontecer!

Seria pior que o apocalipse!

Mas,aconteceu.A sua amada Perini foi vendida!

Os podres poderes do dinheiro,o capitalismo selvagem ,venceu!

Ainda ontem passei por lá.Pela Graça.Não tive coragem de entrar.Alguma coisa travou.

Fiquei sem a canjica deliciosa e o requeijão que fariam parte do meu sóbrio jantar.

O que me travou? O medo.Medo de não encontrar mais os mesmos rostos amigos,medo de não mais ser chamada pelo nome,medo de que até a qualidade da mais gostosa coxinha do Brasil,já não fosse a mesma.Paranóia,eu sei.Mas , é duro você perder um referencial que fez parte da sua vida há 45 anos.

Não sei,mas, a figura de Pepe , sempre presente nos dava a confiança de que tudo estava no seu lugar.

Bom,"alea jacta est". Agora é tentar se acostumar...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MULHER.COM



Desde que a costela de Adão foi transformada em mulher,objeto de desejo e satisfação dos homens,muita coisa mudou neste mundo,nos séculos e milênios, e nós acompanhamos todas essas mudanças.Aos trancos e barrancos.Conscientemente ou de roldão.
Apesar das mudanças,algumas mulheres continuam se comportando como se ainda fossem uma das costelas masculinas.
O papel imposto a nós era de donas – de –casa,esposas,,cuja função no mundo era ter filhos,amamentá-los,cuidar deles,providenciar comida,limpar e decorar a caverna e estar sempre nela enquanto os maridos saiam à caça,incluindo a caça à outras mulheres,arrastadas pelos cabelos depois de “amaciadas” com um golpe de tacape na cabeça.
O homem macho senhor absoluto do seu espaço gostou tanto do papel que nunca quis sair inteiramente dele.
Já a mulher começou a sofrer mutações;embora o senhor Schopenhauer tenha dito “cabelos compridos,idéias curtas”,nós,que encurtamos os cabelos e trocamos a caverna pelo AP. maneiro,com piscina e tudo,fomos à luta,ajudadas pela Revolução Industrial que necessitava e exigia mão de obra feminina.
Mesmo assim, nossa cara – metade masculina continuava procedendo como o Príncipe Encantado,embora o seu lado sapo,barbudo ou não,viesse à tona e a Bela Adormecida tivesse acordado e abrisse bem os olhos,Chapeuzinho estivesse íntima do lobo mau e até a Amélia,batesse pé firme pois não queria mais passar fome.Arregaçou as mangas e foi à luta,agora,sim, mulher de verdade.
A coisa piorou para os homens,após a Segunda Guerra quando as mulheres no mercado de trabalho e se dando muito bem não estavam em casa esperando seu amor com comida pronta e roupa lavada.
Os homens,sempre espertos,nos anos cinqüenta,começaram a paparicar a mulher,inventando aparelhos domésticos que pareciam mágica ,nos fascinando pois sempre gostamos de brincar de casinha;ai,viramos de novo objeto;viramos “do lar”,e o homem respirou aliviado.
Mas,veio o raio dos anos sessenta,aquele encapetado,onde tudo caiu de cabeça prá baixo.Queimamos soutiens,fizemos marchas de protesto nas ruas, jogamos os arreios às baratas,algumas viraram até beatnik e,em vez de ser comidas,começamos a comer todos,graças à invenção do anti-concepcional.
Maridos,igreja,pais de família sociedade botaram a mão na cabeça e a boca no mundo.Pois não é que nos entregamos à devassidão,aquela mesmo que era privilégio dos machões e jogamos o casamento indissolúvel às traças;o romântico casamento para sempre virou o “eterno enquanto dure”ou duro,vocês escolhem.
Durou pouco,não teve sucesso,não acalmou nosso vazio e experimentamos o casamento aberto,que antes só funcionava para o sexo oposto e para as nêgas dele;E tinha alguma serventia para nós essa novidade?
A meu ver,não,era apenas mais uma maneira de controlar as mulheres toda coração e romance,sempre pensando que o lobo mau era a vovozinha.
Aí,ressurgiu o papel da “outra”,a filial,a casa civil,como eram chamadas,sempre na esperança de vir a se tornar a oficial,a casa militar.Sem chances!
O homem casado,essa sagrada instituição familiar,queria mesmo era ter muitas capelas laterais,mas,continuava rezando a missa na capela principal,aonde os filhos e netos habitavam.Sem falar no patrimônio...
Dividi-lo seria empobrecer a todos;e ele ia ficando na moita,apenas se especializando em novas desculpas esfarrapadas,enquanto a coitadinha esperava o casamento se desfazer e ela virar esposa.Esperando até as calendas de março,esperando,esperando só...
Mas,as mulheres são inventivas e invencíveis;acho que foi o Bernard Shaw que disse que não podia confiar num bicho que sangra todo mês e não morre.
As mulheres inventaram o ficar; todo dia “inventam” a relação e,quando esta não as satisfaz,trocam de parceiros e “ficam” novamente.
Muitas não agüentaram o trampo e resolveram voltar a ser costela.
Pois,relacionamento,amor é coisa séria e passar de mão em mão não trás felicidade a ninguém.
Os relacionamentos do novo milênio foram se ajustando,as mulheres estão mais valorizadas,mais respeitadas,pesam muito no mercado de trabalho e parece que as coisas vão entrando nos eixos.
Casais agora são parceiros,mantêm sua individualidade sem deixar de se amar,admirar e respeitar. Agora,computadas,orkutizadas,internautas,blogadas e blogueiras,elas,cada dia,se realizam mais e melhor e se tornam mais exigentes.
Nosso príncipe anda de pé atrás.Escreveu não leu...
Para esses que atingiram o Paraíso, com a força da inteligência e da compreensão,esse tem sido o começo de milênio perfeito.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O MELHOR DO BOM HUMOR


NA PARAÍBA ERA ASSIM...
Seu Severino era chefe político na Paraíba,anos 50.Homem de muita prosopopéia,moralista de carteirinha,depois de muito pensar,resolveu visitar,no Rio,um velho amigo.Conversaram muito,trocaram confidencias,deram boas risadas regadas a cachacinha,num dado momento,entra a esposa do amigo.Vinha chateada,queixar-se ao marido do vizinho da frente.
-È uma pouca vergonha. Falta de moral; Aquele edifício está virando, o quê!? Vi um homem nu, na janela. Por favor, João, telefone prá policia. E saiu bufando.Severino olhou de soslaio pro amigo e falou baixinho,cuidadoso,com jeito de padre:
-Cumpade, não tenho nada com isso,me adisculpe, mas, se eu fosse o cumpade largava dessa muié...
-Largar da Matilde!? Endoidou, compadre? Minha mulher é uma santa. Estamos casados há 30 anos, temos filhos e netos. Desquitar, porque?
-Ela não desmaiou, cumpade!
-Desmaiar? porque ela tinha que desmaiar?-
-Lá na Paraíba, o cumpade sabe, muié casada, de família que vê home nu e não desmaia, num presta.