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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CONSIDERAÇÕES SOBRE A MORTE.




“Assim como um dia bem aproveitado proporciona um sono reparador, uma vida bem vivida proporcionará , sem dúvida,uma boa morte.”

Todos nós sabemos que, como dizia o versinho da minha infância, a morte é feia,dela ninguém escapa,nem o rei,nem o bispo ,nem o papa.

O certo é que ninguém sai dela vivo.

Sempre considerei a maneira cristã de enfrentar a morte terrivelmente traumática, extremamente singular e contraditória para pessoas que crêem na vida eterna.

Os lamentos, as dores,os rituais cruéis do enterro cristão,nunca foram entendidos por mim.

As pessoas cobrem-se de preto (pelo menos, era assim quando eu era criança),choram desesperadas,ficam uma noite inteira velando e reverenciando um corpo morto ,coberto de velas , flores e lágrimas,numa homenagem que,sinceramente,para mim não faz sentido.

Reverenciar uma matéria em vias de decomposição?

O espírito que animava aquela vida já partiu para os paramos celestes como acreditam os religiosos ou simplesmente voltou a se incorporar na energia do Universo, como eu creio.

A lembrança, a eterna lembrança nunca desaparecerá da mente das pessoas que amaram e conviveram com aquele que partiu, cujos genes,feições e crenças permanecerão eternamente na geração futura,cria sua.

Seus feitos serão cantados e recordados, seja pelos seus parentes ou por toda a humanidade.

Sempre encarei a vida como um ciclo; as pessoas nascem,crescem,procriam e morrem. Cumpriram sua finalidade na lei da evolução. Fizeram sua parte.

Uns se mudam cedo demais, como botões de rosas que nunca desabrocharam; outros,cumprem perfeitamente o ciclo evolutivo e quando chega o dia da partida,se tiveram uma vida produtiva e feliz,esta grande viagem não deve pesar no seu espírito.Cedo descobriram que o bom não é simplesmente viver,é viver bem.

Por isso , o homem sábio viverá o tempo necessário,não o quanto puder.O que importa é a qualidade da vida não sua duração,dizia Sêneca.

Sou favorável à eutanásia para doentes terminais. Antes morrer que sofrer, acabar aos poucos,sentir a vida se afastando gota a gota,apodrecendo em vida,apenas para obedecer a princípios religiosos que,muitas vezes,não são os seus.

Por outro lado, sou contra o suicídio que considero uma fraqueza; embora sejamos donos da nossa vida e do nosso corpo, devemos compreender que as situações mudam e que o desespero de hoje pode conduzir à vitória do amanhã.

Acho que não devemos temer a morte e, sim,estar mos preparado para a sua chegada.

Assim como uma longa vida não a torna uma vida melhor, a morte se torna uma morte pior se for mais demorada.

Muitas pessoas desmoronam diante da morte de uma pessoa querida, incluindo a terrível dor sem nome que é a morte de um filho.

Acho que,passado o impacto que nos atordoa,devemos agradecer o fato de

que o tivemos entre nós e não arrancarmos os cabelos porque o perdemos.

A dor costuma ser ingrata. Desconhecemos o benefício daquela presença entre nós e não compreendemos que não éramos donos daquela pessoa, portanto não poderíamos retê-la para sempre.

Eu acredito que as pessoas que amamos permanecem conosco no sacrário do nosso coração.

O prazer daquela presença permanecerá conosco enquanto vivermos.

Pensemos na brevidade da vida. Todos os homens se dirigem desde que nasceram , para o mesmo lugar,os que foram antes apenas nos precederam.

Se pensarmos assim, obedecendo às leis naturais,creio que sofreremos menos.

A vida é breve e é vã: vamos aproveitá-la,enquanto pudermos.

COM A PALAVRA,O LEITOR


CARPEM DIE POETISA...SIM VAMOS VIVER CADA DIA COMO SE FOSSE O ULTÍMO...COMO UNICO QUE É...LINDO E REFLEXIVO TEXTO, OBRIGADO POR COM PARTILHA-LO...EU QUANDO ERA CRIAQNÇA OUVI DE UM INDIO "HOJE É UM DIA TÃO BOM PARA SE MORRER COMO QUALQUER OUTRO", ASSIM IMEDIATAMENTE PERDI O MEDO DA MORTE E VIVO EM PAZ...BJSSS POETICOS

Andriz Petson,poeta e músico baiano


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

TONY CURTIS,O MOCINHO BONITO

TONY CURTIS, O MOCINHO BONITO


Os marcantes olhos azuis fizeram a diferença;tiraram aquele rapaz do anonimato e de uma vida difícil,marcada por doenças e pobreza.

Sua família embarcou na Hungria para “fazer a América”,radicando-se em Nova York,para ser mais precisa no Bronx, nos anos trinta.

Seu pai era alfaiate e a família,ele , a mãe e mais dois irmãos moravam no fundo da alfaiataria.Devido à esquizofrenia da mãe e de um dos seus irmãos ,Tony e outro irmão foram parar num orfanato.

Tony,serviu a Marinha e participou da rendição japonesa em 1945.

De volta aos Estados Unidos estudou teatro e sua bela aparência chamou a atenção dos olheiros da Universal que lhe pagou aulas de esgrima e montaria e mudou seu nome verdadeiro,Bernard Schrwatz para Tony Curtis.

"Quanto mais quente,melhor"




Seu talento foi provado nos filmes” A Embriaguez do Sucesso”,com o ícone Burt Lancaster e Acorrentados,com Sidney Poitier que lhe rendeu uma indicação ao Oscar, Spartacus,com Kirk Douglas ,além do clássico “Quanto mais quente melhor” com Marilyn Monroe,para mim uma das mais importantes comédias do século passado.

Nos anos 80 ,Tony revelou mais uma faceta do seu talento;tornou-se pintor e teve seus quadros expostos e vendidos no Metropolitan Museum de Nova York.

Entre muitas honrarias conquistou uma estrela na Calçada da Fama.

Agora, mulheres bonitas conquistou muitas.Também,com aqueles olhos...

Casou-se seis vezes. Com a atriz Janet Leigh,com quem teve duas filhas,uma delas, Jamie Lee Curtis,também atriz;com a bela Christine Kaufmann com quem também teve duas filhas;com Leslie Allen teve dois filhos,um deles morreu de overdose de heroína,um dos fatos mais tristes da sua vida.

Com Janet Leigh e filhos
Sua última esposa ,Jill Vandenbergh era 42 anos mais moça do que ele.

Morreu ontem,30 de setembro,aos 85 anos.

Para nós,da geração dos fifties,Tony Curtis é inesquecível.



sexta-feira, 11 de junho de 2010

O CAMINHÃO DE LIXO

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável. Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo."

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas. Fique tranquilo ... respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódios e frustações.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

 (ANÔNIMO)
Transcrito da revista ARTPOESIA

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

FAZENDO O POVO PENSAR!


REFLEXÕES DE UMA SENHORA E SEU CACHORRO !
Domingo é um bom dia para refletir porque não se tem muita coisa prá fazer,exceto,no meu caso,logo depois da praia,bater nas teclas do PC essas bobagens que mando prá vocês que me lêem com paciência e compreensão.
Aqui,na biblioteca,leio o jornal do dia e comento as noticias com” Seu” Billie,um vetusto senhor de 104 anos,com quem convivo alegremente há 14 anos.
“Seu Billie” é o meu cachorro de estimação e,se humano fosse,seria centenário.
Sendo um vira-lata mesclado com fila( a mãe dele fez uma bobagem com o vizinho),Billie nasceu nas ruas e,provavelmente já estaria morto de fome ou atropelado,se meu neto não o apanhasse molinho ainda e trouxesse para mim.
Aqui cresceu e se desenvolveu e adquiriu o hábito da leitura por estar sempre comigo na biblioteca,na companhia de cachorros famosos como Flush,de Virginia Wolff e outros menos votados.
Um dia,num desses meus ataques de indignação diários logo após a leitura dos jornais,ele estirou as patinhas,deu-me aquele olhar doce e agradecido que nunca verei no rosto de um humano e comentou a noticia; daí em diante,passamos a trocar figurinhas e,o ouço sempre,quando não entendo alguma noticia ou atitude de governantes ou celebridades.
Nossa última conversa foi sobre o Irã.
Porque a comunidade internacional voltou-se de repente para esse pais milenar,transformando-o na bola da vez?
Os iranianos nunca se meteram em guerra,nunca ocuparam território alheio,nunca causaram uma perturbação internacional,a não ser quando se reuniram para detonar com o xá da Pérsia,títere dos americanos e depois do assassinato do líder nacionalista, Mossadeghi,obra dos americanos.
Os aiatolás tomaram o poder,o Irá passou a ser uma nação teocrática,mas,foi só.
Não sei bem quem é essa “comunidade internacional” já que o mundo é imenso e só quatro países estão criando essa celeuma.Os mesmos,os de sempre,americanos,britânicos,franceses e russos,menos os alemães,porque desde o sempre citado holocausto,a Alemanha vive morrendo de medo de ser rotulada de anti-semita e vota em tudo sem titubear.
Billie me pergunta e eu não soube responder,porque uma nação belicosa e predadora como Israel pode ter,não uma,mas,centenas de bombas atômicas e o Irã,não!?
Israel ocupa a Palestina,causa um genocídio entre um povo quase indefeso e ninguém diz nada;ninguém cobra nada.
O Mossad,a SS deles,invade um pais árabe,mata um dirigente palestino,usa passaportes falsos de países importantes e ninguém diz nada.
Fala-se na prisão desse bandido,mas,ficou só a palavra.
Porque será ,hein?
Porque os sionistas mandam,desmandam e tremandam e toda a comunidade se cala?
Já pararam prá pensar nisto?
Bom,nem eu nem Billie entendemos.
E,antes que me tachem de anti-semita,como é o costume,deixe-me lembrar-lhes que os árabes são semitas e eu aprecio demais esse povo tão discriminado e sofrido.
Um dos meus escritores favoritos é o pacifista Amós Oz, Hannah Arendt encantou-me com sua filosofia e eu me delicio com os filmes de Amos Gitai .
Mas,me indigno com hipocrisia,mentiras,perseguições,calunias,traições,torturas,chantagens,apropriações de bens alheios,tudo que os sionistas adoram.
E,enquanto tiver voz e puder discutir com meu cachorro na tranqüilidade do meu lar,botarei a boca no mundo.

Sei que o assunto é polêmico,mas,eu não tenho medo de emitir opiniões.