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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
UM OLHAR DESAPAIXONADO SOBRE O ABORTO
Os problemas do país são muitos.Mas,o que parece estar dominando os candidatos e a mídia é a questão do aborto.
Um tema de saúde pública e de tanto interesse para as mulheres está virando um plebiscito incômodo entre os aspirantes ao Planalto.
Neste maniqueísmo ridículo e medieval as pessoas são divididas entre as “do bem” – que execram o aborto – e as “do mal”- aquelas que olham essa questão sobre a ótica de um problema grave a ser resolvido.Desapaixonadamente.Pensando com a própria cabeça.
Os candidatos,acossados pelos padrecos e os evangélicos,infelizmente,hoje,muito presentes no país,relutam em tomar posição,temerosos de perder votos.
Ninguém parece disposto a encarar o aborto como uma questão social delicadíssima,responsável por milhares de mortes de mulheres nesse país.
O aborto existe desde os mais antigos tempos.É o único meio que uma mulher tem de livrar-se de uma gravidez indesejada.
Claro,existem os métodos anticoncepcionais,mas,muitas vezes,não dá para usá-los.E ainda contamos com os incestos,os estupros e todas as desgraças que atingem e atingiram a mulher –o sexo frágil – por várias gerações.
Confesso que sou contra.Tive seis filhos porque quis tê-los e porque nasceram num meio familiar equilibrado,estável,com pais responsáveis e excelente condições de sustentabilidade e educação.
Mas,não é assim com todas as mulheres.Entre as mais pobres,então...
Num país que não cria leis como a paternidade responsável e a mulher é ,muitas vezes,um mero depósito de espermas,para uma trabalhadora pobre,sem família,sem apoio,sem um respaldo masculino,significa perder o emprego,passar fome,não ter o que dar àquela vida frágil que pôs no mundo.
Não a aconselho a entregá-lo aos padres;com a pedofilia grassando nestas hostes santas ,o destino desta criança seria pior que a morte.
Mas,eles estão sempre aí,bastões levantados ,sempre dispostos a fazer o contrário do que Cristo aconselhou:praticar a caridade,o entendimento,a compreensão.
Mas,estão longe de se preocupar com a pobreza ou a pedofilia em suas hostes que desgraçou centenas de jovens.Também não creio que os dinossauricos evangélicos estejam preocupados com a vida;penso que estão mais preocupados com os dízimos que podem diminuir.
O aborto se resolve com políticas públicas,educação sexual de qualidade nas escolas,valores morais solidificados,responsabilidade social dos cidadãos e dos governantes e ,sobretudo,menos hipocrisia.
Mulheres que não receberem apoio para a realização de um aborto seguro, se estiverem dispostas a isso,usarão remédios vendidos no camelô ou agulhas de tricô.
Já existe uma lei de assistência para elas ,lei essa que o Serra acatou em São Paulo em boa hora,porque os governantes são responsáveis pela saúde de seus cidadãos.
Mesmo contra o aborto eu não deixaria de socorrer uma mulher,um ser humano,num risco de vida.
Apesar de não ser filiada a nenhuma igreja amo meus semelhantes e respeito a vida.Para mim,isso é religião!
Acho que os candidatos deveriam perder o medo e assumir posições.
O que me deixa preocupada é a ascendência desses padres e pastores sobre uma população temerosa e desinformada.É ver crianças discriminadas,sofrendo “bullyings” nas escolas porque os pais apóiam Dilma.
É ver colégios,ditos religiosos,enfiarem nas cabecinhas jovens o preconceito e a desinformação.É constatar que a Estupidez Humana continua mais dura que Gibraltar e mais solidificada do que o Himalaia.É presenciar,revoltada,a hipocrisia social,que nos rodeia.Triste observar pessoas pouco dispostas a exercerem a independência de um pensamento saudável.Permitirem que pessoas desqualificadas metam o bedelho na sua vida privada.Mencken,extraordinário jornalista americano já dizia nos anos 40:-“No fundo do coração de todo evangelista há a carcaça de um vendedor de carros”.Grande Mencken! Depois de assistir essa lapidação moral quem somos nós para lançarmos farpas aos islamitas que atiram pedra nas mulheres adúlteras?
O aborto não é obrigatório.Não está na Constituição.Quem não quiser,não use.Mas,a tolerância,essa sim,é obrigatória.Ou,pelo menos,deveria ser.
Esse artigo, Dilma,Serra é para convidá-los a abandonar a covardia.
Vocês sabem que descriminalização do aborto é uma necessidade. 200 mulheres mortas por ano.183.000 curetagens feitas pelo SUS.É preciso ter políticas públicas para reduzir esta terrível situação. Um ex-ministro da saúde como Serra não pode fechar os olhos e adotar uma postura moralista.Dilma não pode voltar atrás quando se diz a favor da descriminalização.Estava sendo sincera nessa ocasião.Que continue assim.Não ofertem aos seus eleitores um estelionato eleitoral.
Suas biografias serão afetadas.Ou vocês não se preocupam com isso?
terça-feira, 4 de maio de 2010
ANDAR DE ÔNIBUS...
Ninguém gosta ninguém quer, mas, a maioria precisa; por isso eles passam lotados, desafiando a física, que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.
Os passageiros são pessoas diversas, com itinerários e propósitos diferentes: uns vão ao trabalho, outros ao médico, os aposentados aos bancos, estudantes ás escolas; no horário de pico, raros saem a passeio; esses preferem o meio da manhã ou à tarde, quando o fluxo é menor.
Difícil é encontrar uma cara alegre ;o mau humor é geral.
Afinal ,arriscam-se a tudo;viajar em pé ,apertados como sardinha em lata ,vida de gado ,bolinados,roubados por descuidistas ,assaltados ,desconsiderados pelos outros passageiros ,humilhados por cobradores deseducados ,motoristas despreparados ,que não respeitam as paragens ,veículos velhos ,alguns devem ter vindo na bagagem da Família Real ,tudo para acirrar os ânimos e fazer essas pessoas chegarem como um trapo ,ao seu destino. Daí ,as confusões que acontecem.
Naquele espaço exíguo e apertado ,ainda cabem vendedores ,pedintes com estórias estapafúrdias, velhotes irritados que reclamam de tudo ;mas ,como tudo na vida tem um lado engraçado,estórias incríveis acontecem envolvendo passageiros ,que nos fazem morrer de rir.
Aqui em Salvador tem um bairro chamado Pau Miúdo , onde fica um hospital muito procurado. Nos anos 60 ,a gente tomava esse ônibus numa paragem na Ladeira da Praça ,no centro histórico ,perto do hoje famoso Pelourinho. Muitas “baianas”de acarajé tomavam esta condução para ir e voltar do “ponto de venda” ,pois sendo o Pau Miúdo,um bairro popular ,muitas moravam por lá,numa ladeira íngreme ,que constituía quase todo o bairro.
Minha tia Idalina era enfermeira deste Hospital e , um dia ,levou-me ao trabalho com ela com ela.O ônibus chegou ,nos preparávamos para subir ,quando uma senhora gorda ,chegou com uma cesta enorme e pesada ,na cabeça e perguntou ao cobrador:
-Pau miúdo sobe moço?
E , ele , com uma cara bem safada , respondeu:
-Depende, dona.
Ela só queria saber se o raio do ônibus subia a ladeira.
Há uns anos atrás eu ia ao centro , resolver qualquer coisa , quando peguei um transporte com quase todos os assentos tomados; só havia um livre , na minha frente, ocupado por um senhor magrinho , vestido de branco, lendo um jornal. Entrou ,pela frente,uma senhora idosa, muito gorda e, com um bundão,que ,se ela distribuísse para duas pessoas ,ainda haveria de lhe sobrar bastante.Apresentou seu passe de idoso e sentou-se ao lado do enfezado cavalheiro; e ,aí, começou a discussão.Ele falou:
-A senhora pode chegar mais prá lá, pois está me apertando na cadeira?
A mulher removeu suas banhas mais para o lado do corredor, porém, ele voltou á carga:
-Dona , a senhora está me incomodando, eu quase estou saindo pela janela do ônibus...
A mulher olhou de cara feia e disse que não podia aliviar mais. Ele retrucou ,já bastante irritado:
-Com toda esta bunda a senhora não deveria andar de coletivo para incomodar todo mundo. Vá de táxi.
A mulher , possessa, respondeu:
-O sinhô queria que eu deixasse minha bunda em casa!? Prá onde eu for ,tenho que levar.Ora,faz-se da roça,moço...
È ou não é divertido?
Ninguém gosta ninguém quer, mas, a maioria precisa; por isso eles passam lotados, desafiando a física, que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.
Os passageiros são pessoas diversas, com itinerários e propósitos diferentes: uns vão ao trabalho, outros ao médico, os aposentados aos bancos, estudantes ás escolas; no horário de pico, raros saem a passeio; esses preferem o meio da manhã ou à tarde, quando o fluxo é menor.
Difícil é encontrar uma cara alegre ;o mau humor é geral.
Afinal ,arriscam-se a tudo;viajar em pé ,apertados como sardinha em lata ,vida de gado ,bolinados,roubados por descuidistas ,assaltados ,desconsiderados pelos outros passageiros ,humilhados por cobradores deseducados ,motoristas despreparados ,que não respeitam as paragens ,veículos velhos ,alguns devem ter vindo na bagagem da Família Real ,tudo para acirrar os ânimos e fazer essas pessoas chegarem como um trapo ,ao seu destino. Daí ,as confusões que acontecem.
Naquele espaço exíguo e apertado ,ainda cabem vendedores ,pedintes com estórias estapafúrdias, velhotes irritados que reclamam de tudo ;mas ,como tudo na vida tem um lado engraçado,estórias incríveis acontecem envolvendo passageiros ,que nos fazem morrer de rir.
Aqui em Salvador tem um bairro chamado Pau Miúdo , onde fica um hospital muito procurado. Nos anos 60 ,a gente tomava esse ônibus numa paragem na Ladeira da Praça ,no centro histórico ,perto do hoje famoso Pelourinho. Muitas “baianas”de acarajé tomavam esta condução para ir e voltar do “ponto de venda” ,pois sendo o Pau Miúdo,um bairro popular ,muitas moravam por lá,numa ladeira íngreme ,que constituía quase todo o bairro.
Minha tia Idalina era enfermeira deste Hospital e , um dia ,levou-me ao trabalho com ela com ela.O ônibus chegou ,nos preparávamos para subir ,quando uma senhora gorda ,chegou com uma cesta enorme e pesada ,na cabeça e perguntou ao cobrador:
-Pau miúdo sobe moço?
E , ele , com uma cara bem safada , respondeu:
-Depende, dona.
Ela só queria saber se o raio do ônibus subia a ladeira.
Há uns anos atrás eu ia ao centro , resolver qualquer coisa , quando peguei um transporte com quase todos os assentos tomados; só havia um livre , na minha frente, ocupado por um senhor magrinho , vestido de branco, lendo um jornal. Entrou ,pela frente,uma senhora idosa, muito gorda e, com um bundão,que ,se ela distribuísse para duas pessoas ,ainda haveria de lhe sobrar bastante.Apresentou seu passe de idoso e sentou-se ao lado do enfezado cavalheiro; e ,aí, começou a discussão.Ele falou:
-A senhora pode chegar mais prá lá, pois está me apertando na cadeira?
A mulher removeu suas banhas mais para o lado do corredor, porém, ele voltou á carga:
-Dona , a senhora está me incomodando, eu quase estou saindo pela janela do ônibus...
A mulher olhou de cara feia e disse que não podia aliviar mais. Ele retrucou ,já bastante irritado:
-Com toda esta bunda a senhora não deveria andar de coletivo para incomodar todo mundo. Vá de táxi.
A mulher , possessa, respondeu:
-O sinhô queria que eu deixasse minha bunda em casa!? Prá onde eu for ,tenho que levar.Ora,faz-se da roça,moço...
È ou não é divertido?
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
RECEITA DE FELICIDADE

ABANDONAR CONCEITOS PRÉ-ESTABELECIDOS
PARA ter o controle de si mesmo,comece deletando velhos mitos,como o QI,por exemplo;ou,a idéia difundida de que,a inteligência se mede pela capacidade de resolver problemas intrincados,aprender a ler rápido e compreender facilmente o texto lido,resolver questões abstratas.Quem pensa assim (quase toda a gente)acha que o preparo cultural e a instrução,são condições essenciais para a auto-realização.Esta idéia gera uma espécie de esnobismo intelectual e nos conduz a um erro de pensamento maléfico,em que achamos que os muitos prêmios escolares,o mestrado e o doutorado,um vocabulário rico e uma boa memória para guardar fatos,nos torna inteligentes.
Basta dar um pequeno passeio nas clinicas de drogados e nos sanatórios para doentes mentais para verificar que estão lotados de pessoas com tais qualificações.
O verdadeiro medidor de inteligência é uma vida produtiva,feliz,descontraída,vivida a cada dia a sua alegria sem stress nem queixumes.Seja você um cientista da Nasa ou um lavrador analfabeto,se vive cada momento pelo que ele vale,então você é uma pessoa inteligente.Se mesmo convivendo com problemas que não sabe resolver,você fizer uma opção pela felicidade,ou,pelo menos,decidir não ser infeliz, você é inteligente.Viverá sem o famoso Colapso Nervoso que atinge tanta gente boa.
-Que tem ele,porque está tão perturbado?
-Ah,são nervos,coitado.
Só que,segundo a Ciência,não existe colapso nervoso;os nervos não se rompem;pessoas inteligentes não sofrem colapso nervoso porque tomaram as rédeas de suas próprias vidas;preferem a felicidade á depressão,sabem enfrentar os problemas -note que eu não escrevi resolver,escrevi enfrentar -pois,enquanto estivermos sob este chão problemas não vão faltar;vamos aprender a conviver com essa praga.
As lutas do cotidiano são basicamente as mesmas para todos nós;desavenças,conflitos e compromissos fazem parte da condição humana.”O inferno são os outros,” dizia Sartre.Todos os nossos semelhantes adoecem,precisam de dinheiro,envelhecem,criam barriga,ficam impotentes,morrem,são vítimas de catástrofes e acidentes,mas,alguns se saem bem onde outros desabam.Os inteligentes continuam optando pela felicidade,apesar destes acontecimentos.
Estes indivíduos,que eu digo,trazem a marca de Caim,passam incólumes pelo sofrimento e conseguem manter acesa a chama da esperança;contabilizam o que ficou,não o que se foi.
Com certeza você,como eu,cresceu ,acreditando não poder controlar suas próprias emoções;raiva,medo,ódio,êxtase,alegria ,amor são coisas a que estamos sujeitos,temos é que aceitar.Mas,podemos controlá-las;canalizar seus efeitos,tirar proveito destas situações em nosso próprio beneficio.
PARA ter o controle de si mesmo,comece deletando velhos mitos,como o QI,por exemplo;ou,a idéia difundida de que,a inteligência se mede pela capacidade de resolver problemas intrincados,aprender a ler rápido e compreender facilmente o texto lido,resolver questões abstratas.Quem pensa assim (quase toda a gente)acha que o preparo cultural e a instrução,são condições essenciais para a auto-realização.Esta idéia gera uma espécie de esnobismo intelectual e nos conduz a um erro de pensamento maléfico,em que achamos que os muitos prêmios escolares,o mestrado e o doutorado,um vocabulário rico e uma boa memória para guardar fatos,nos torna inteligentes.
Basta dar um pequeno passeio nas clinicas de drogados e nos sanatórios para doentes mentais para verificar que estão lotados de pessoas com tais qualificações.
O verdadeiro medidor de inteligência é uma vida produtiva,feliz,descontraída,vivida a cada dia a sua alegria sem stress nem queixumes.Seja você um cientista da Nasa ou um lavrador analfabeto,se vive cada momento pelo que ele vale,então você é uma pessoa inteligente.Se mesmo convivendo com problemas que não sabe resolver,você fizer uma opção pela felicidade,ou,pelo menos,decidir não ser infeliz, você é inteligente.Viverá sem o famoso Colapso Nervoso que atinge tanta gente boa.
-Que tem ele,porque está tão perturbado?
-Ah,são nervos,coitado.
Só que,segundo a Ciência,não existe colapso nervoso;os nervos não se rompem;pessoas inteligentes não sofrem colapso nervoso porque tomaram as rédeas de suas próprias vidas;preferem a felicidade á depressão,sabem enfrentar os problemas -note que eu não escrevi resolver,escrevi enfrentar -pois,enquanto estivermos sob este chão problemas não vão faltar;vamos aprender a conviver com essa praga.
As lutas do cotidiano são basicamente as mesmas para todos nós;desavenças,conflitos e compromissos fazem parte da condição humana.”O inferno são os outros,” dizia Sartre.Todos os nossos semelhantes adoecem,precisam de dinheiro,envelhecem,criam barriga,ficam impotentes,morrem,são vítimas de catástrofes e acidentes,mas,alguns se saem bem onde outros desabam.Os inteligentes continuam optando pela felicidade,apesar destes acontecimentos.
Estes indivíduos,que eu digo,trazem a marca de Caim,passam incólumes pelo sofrimento e conseguem manter acesa a chama da esperança;contabilizam o que ficou,não o que se foi.
Com certeza você,como eu,cresceu ,acreditando não poder controlar suas próprias emoções;raiva,medo,ódio,êxtase,alegria ,amor são coisas a que estamos sujeitos,temos é que aceitar.Mas,podemos controlá-las;canalizar seus efeitos,tirar proveito destas situações em nosso próprio beneficio.
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