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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

OS SANTOS GÊMEOS

OS SANTOS GÊMEOS


Nós os conhecemos como meninos levados; no Rio de Janeiro apreciam bombons e fazem brincadeiras infantis;na Bahia,esbaldam-se nas comidas que lhes são dedicadas e cobram total carinho e atenção de seus fieis,que são inúmeros.No dia de sua festa,27 de setembro,no meio da comilança e das danças,agarram no seu cavalo(filho ou filha de santo que “incorpora “a entidade)e fazem brincadeiras com os presentes,devotos ou não,falando com o tatibitate infantil e se lambuzando(e lambuzando os outros) de cocada puxa.rapadura ou caruru.São danadinhos,mas,não deixam seus devotos na mão.Pediu,recebeu.

Estudando seu passado para saber de onde vieram e como começou a tradição,descobri que foram médicos caridosos e dedicados,sempre cuidando dos pobres e desvalidos;irmãos no sangue,ligados pelo saber e sempre fazendo o bem sem olhar a quem.Quando os remédios faltavam recorriam á oração e benziam a água,que se transformava em remédio miraculoso.Eles trabalhavam em prol da Humanidade e,por amor;por isso eram chamados “os anargiros”,ou seja ,inimigos do dinheiro,epíteto que ,de jeito nenhum se aplicaria aos médicos de hoje,nem aos planos de saúde,

Eu os imagino,jovens e bonitos,morenos,pois tinham origem árabe,indo de casa em casa ,fizesse sol ou chuva,a sangrar,pensar,receitar,consolar e aconselhar.Vislumbro a alegria que essa gente desassistida,devia ter ao vê-los chegar.

Entregue a essa visão,ouço uma voz lá longe,gritar:Missa pedida prá S.Cosme e S.Damião!

E,alguém respondeu:

-Eles mesmo que nos ajudem.

Na Bahia,os médicos abnegados foram substituídos pela negra carregando uma caixinha de papelão mal ajambrada,com pequenas imagens de argila,metidas no fundo,arrodeados por um monte de manjericão,melindre,malmequeres,misturados com papel de seda,cortado.

Como boa baiana,deposito minha moedinha na caixa,mas,converso com meus botões:-Prá que santo quer dinheiro?Eles têm tudo!

Quem pediu a moeda explica que é promessa;o santo lhe valeu,tem que pagar o prometido-missa e caruru-e,como é pobre,pede para poder cumprir o prometido.

-E,eu com isso?quem pariu Mateus que balance...Seria fazer cortesia com chapéu alheio.

A desculpa é que é um preceito,é assim desde que o mundo é mundo.Vá lá!Embora tenha malandro que pede prá “caninha”,o santo não vê nem o cheiro da oferenda,muitos cantam assim:

São Cosme e S.Damião

Fizeram combinação

Saírem pedindo esmola,

Meu irmão,

Para fazerem um pirão.

O dinheiro era para fazer o pirão do santo ou do espertinho que pedia?Ficava a dúvida;mas,acho que os santos não se importam;até acham graça do expediente.

A negra da caixinha vai em frente,com seu cantochão monótono e,já,ninguém se lembra dos médicos caridosos(se é que,ao menos,sabem a estória).A lembrança que chega é de dois garotos endiabrados,caprichosos,gulosos,exigindo a paga dos benefícios que fizeram.Meninos que gostam de comida de azeite,samba,bagunça.

Ah,se a gente pudesse ver suas carinhas,quando os devotos colocam “quartinhas” de água e pratinhos de comida defronte de suas imagens!Eles,que nunca foram de freges e ,por força da sua fé,morreram degolados por ordem do Imperador Deocleciano.lá pelo ano de 287 em Egéia,na Cicilia,e,segundo Lísias,depois de várias torturas .para que desistissem de sua crença.O certo é que,na Bahia são adorados,inclusive por mim,que tenho um filho de setembro e netos gêmeos.Meu caruru,com tudo o que tem direito,não deixo de oferecer.Promessa é dívida.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

MINHA OPINIÃO:AS ONGs E OS JEGUES DO BONFIM


“Nunca fui capaz de manter minha opinião na coleira...”
Miriam Sales
Fico aqui a imaginar aqueles garotões e garotinhas sentados nos seus escritórios, alguns muito confortáveis,bem vestidos e alimentados,fazendo aviõezinhos de papel ou arremesso de bolinhas no cesto,por falta do que fazer;daí,um çábio se lembra que 5ª feira é a tradicional lavagem do Bonfim e,por associação de idéias,(idéias?)o jegue lhes sobe à cabeça,não literalmente,é claro.
As carroças e os jeguinhos, símbolos centenários do Nordeste,e,há mais de duzentos anos,figurinhas carimbadas no cortejo,agora,graças a esses meninões politicamente corretos das ONG,estão com suas presenças ameaçadas.
Alega-se maus tratos.Mas,esses adoráveis animaizinhos fazem,durante a Lavagem,o que sempre fizeram desde os tempos bíblicos :trotar e caminhar,ao sol e à chuva,carregando mercadorias e ajudando a sobrevivência dos seus donos.
Na Lavagem, têm seus dia de estrela;andam enfeitados,floridos,bem ajaezados,não por devoção ao santo que não está provado que tenham,mas,para gáudio e alegria de seus donos e fieis que participam da festa e sobem a Colina Sagrada.
Não me parece um dia pior do que os que normalmente têm.
Mas, voltando às ONGs,proteger os animais,excelente idéia;mas,proteger bandidos,como fazem,ai,já está demais da conta.
Para esses belos rapazes e ternas moçoilas, o bandido é vítima da sociedade, por isso,necessita de bons advogados que os defendam,bolsa-crime,prisões dignas,no que concordo;porém,não vejo essas pessoas se preocuparem com as vítimas da violência.,que,no Brasil de hoje,torna o pesadelo melhor que o despertar.
As famílias despedaçadas pelo horror dos crimes, pela desumanidade dos criminosos.,nunca receberam apoio nem visitas.
Pelo menos nunca vi nem ouvi falar;você ,já,companheiro?
Entre um “baseado” e outro,muitos se esquecem de que o usuário de drogas é sócio do crime ,cúmplice e principal alimentador da violência; também não se preocupam com a poluição sonora nas nossas principais cidades, nem em condenar políticos corruptos ou invasões de terras produtivas.
Engordadas por dinheiro público que sai dos nossos sofridos bolsos,estão na contramão da história.
Quanto ao cortejo do Bonfim, que tirem os jegues, mas, que sejam eles a empurrar as carroças.Pelo menos,trabalham um pouco e justificam a saída do nosso rico dinheirinho para seus bolsos desocupados.

domingo, 20 de dezembro de 2009

BÛCHE DE NÖEL,A GULOSEIMA DO NATAL



BÛCHE DE NÖEL (MAS,PODE SER DO ANO NOVO ,TAMBÉM.)
Natal é tudo de bom.As luzes,as cores,os presentes,a confraternização,o amor,no ar.E a gastronomia!
Quitutes deliciosos,europeus ou tropicais,sobremesas de dar água na boca.
O champanhe,os ponches,os vinhos...
Os franceses,mestres da gastronomia mundial celebram o Natal com um bolo delicioso em formato de tronco de árvore.
Minha mãe,embora fosse brasileira e nordestina,adorava fazê-lo,decorado com pequenas flores e folhas de marzipan e até passarinhos;ficava tão lindo que dava pena comer!
Mas,de quem foi a idéia desta maravilha?Como surgiu?
Conta-se que, desde a Idade Média,os franceses,quando saiam para a Missa do Galo,naquele frio de Dezembro,costumavam deixar troncos queimando na lareira,para encontrar de volta a casa,aquecida.E,aromatizada,se os troncos fossem de pinheiros.
Um confeiteiro resolveu fazer um bolo no formato de tronco.
Daí nasceu o “Bûche de Nöel”,essa delícia que ora passo para vocês.
INGREDIENTES:
5 ovos
5 colheres(sopa)de açúcar
½ xícara (chá)de leite
1xícara (chá )de farinha de trigo
½ xic.(chá) de amêndoas trituradas
Manteiga para untar.
RECHEIO:
1 lata de leite condensado
1 colher(sopa) manteiga
½ xic.(chá) de amêndoas peladas,torradas e moídas
COBERTURA DE GANACHE
315 grs. chocolate amargo,picado
560 ml creme de leite fresco
1 colh. (chá) de baunilha
Nozes trituradas e moidas
1 pitadinha de sal
PREPARO:
MASSA:
Bata os ovos até dobrarem de volume.Junte o açúcar e bata um pouco mais;diminua a velocidade da batedeira e junte o leite;desligue e,com cuidado,adicione a farinha,as amêndoas.Misture devagar.
Despeje numa forma retangular untada e forrada com papel manteiga.Leve ao forno médio,pré aquecido por cerca de 30 minutos.
RECHEIO:
Numa panela,coloque o leite condensado com a manteiga;cozinhe em fogo baixo,mexendo sempre até soltar do fundo da panela.Retire do fogo,junte as nozes moídas e misture bastante.
Desenforme a massa e recheie com essa mistura. Enrole como rocambole ajudada pelo papel-manteiga.
COBERTURA:
Junte o chocolate e o creme de leite e leve ao fogo em banho-maria, mexendo até misturar bem – levei diretamente ao fogo baixo, mexendo sem parar até derreter o chocolate. Leve à geladeira por 2 horas – você pode colocar a tigela dentro de outra com água e gelo para acelerar o processo de resfriamento.Quando a mistura estiver fria, adicione a baunilha e o sal. Bata na batedeira em velocidade média-alta até que o creme encorpe e você consiga picos cremosos com ele.
Monte a bûche: desenrole o bolo. Espalhe o recheio, polvilhe as nozes e enrole gentilmente, formando um rocambole. Coloque-o numa travessa, com a junta para baixo. Corte um pedaço e faça o nó do tronco. Cubra com o ganache, fazendo movimentos irregulares com a espátula – o bolo deve lembrar um tronco de árvore. Corte as pontas com uma faca serrilhada – cobri as pontas também com ganache. Decore com raspas de chocolate, açúcar de confeiteiro – usei cacau em pó para lembrar terra – e cogumelos de suspiro.
Se desejar,enfeite com folhas e flores de marzipan.